Botelho encaminha resolução ao TRF e espera soltura imediata de Gilmar Fabris
Deputado do PSD foi preso um dia após a deflagração da Operação Malebolge
O presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho (PSB), afirmou que irá encaminhar ao Tribunal Regional Federal (TRF) a Resolução aprovada pelo Legislativo, ontem (24), e que determina a soltura do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD).
Segundo Botelho, a expectativa é de que a libertação do parlamentar ocorra imediatamente, após o TRF receber o documento. “Nós fizemos a nossa parte, votamos aqui na Casa. Agora, é a Procuradoria da Assembleia e o advogado do deputado que vão tomar as providências”, disse Botelho, na manhã desta quarta-feira (25).
“Penso que o TRF vai acatar a decisão da Assembleia. Acredito que tem que ser enviado e imediatamente ser feita a soltura do deputado", afirmou Botelho.
Fabris foi preso em 15 de setembro, um dia após a deflagração da Operação Malebolge, da Polícia Federal, que investiga fatos relacionados à delação premiada do ex-governador Silval Barbosa, de sua família e de seu ex-assessor Silvio Araújo.
A decisão em revogar a prisão do deputado foi aprovada por 19 votos a favor, nenhum contra e cinco abstenções, durante sessão na noite de terça (24).
O parlamentares adotaram como base o recente entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF), que decidiu que as casas legislativas têm o direito de votar sobre prisões e medidas cautelares impostas contra parlamentares.
Obstrução
Conforme a PF, Gilmar Fabris obstruiu a investigação por supostamente ter sido informado antecipadamente a respeito da operação.
Ele deixou seu apartamento, em Cuiabá, meia hora antes da chegada dos policiais federais, o que fez a PF entender que ele tinha informação privilegiada.
Naquele dia, ele se dirigiu para compromissos políticos em Rondonópolis, onde ficou sabendo do decreto de prisão.
O deputado então retornou para a Capital e se entregou na Superintendência da Polícia Federal, na tarde do dia 15. Fabris retornou sob escolta do delegado Anderson Vieira.
Ele diz que houve apenas um mal entendido e que não obstruiu a investigação. Garante que não ocultou provas.
Fabris foi citado por Silval como um dos deputados a quem ele pagava mensalinho para a aprovação de projetos de interesse do Executivo.