Bebê espancado na cabeça não resiste e morre em VG
Se sobrevivesse menor teria sequelas para vida inteira; Deddica está investigando o caso
O bebê de sete meses que foi alvo de espancamento em Várzea Grande não resistiu e morreu na tarde desta quarta-feira (26). Ele estava estava internado há quase quatro meses no Pronto-Socorro do município. A principal suspeita é que as agressões tenham sido cometidas pela mãe e pelo padrasto.
O menino deu entrada na unidade hospitalar em janeiro, com uma grave lesão na cabeça, quando tinha três meses de vida. Ele ainda teve uma parada cardiorrespiratória. Segundo os médicos, o menor teria sequelas para o resto da vida e jamais poderia andar ou falar.
Segundo uma fonte, a criança contraiu uma infecção generalizada e precisou passar por uma cirurgia na Santa Casa de Misericórdia e, em seguida, voltou para o Pronto-Socorro para a recuperação.
Porém, ele não apresentou melhora e veio a falecer no começo da tarde de hoje.
Entenda o caso
A mãe, que é moradora do Bairro Jardim Eldorado, em Cuiabá, procurou a Policlínica do Bairro Planalto alegando que o bebê havia se afogado após ter mamado.
Porém, foi verificado que não havia nenhum vestígio de leite na boca do menor e imediatamente ele foi entubado e transferido para a UTI de Várzea Grande.
Devido ao grave estado de saúde e ao constatar um hematoma na cabeça, uma lesão na perna e outra no braço, o hospital acionou o Conselho Tutelar.
Após as suspeitas, foram feitos exames no Instituto Médico Legal (IML), que comprovaram as agressões. Com isso, a Justiça foi acionada e no dia 6 de março tirou a guarda da criança da mãe.
A mulher nega as agressões. A suspeita é que ela estaria protegendo o companheiro.
A Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (Deddica) instaurou um inquérito para investigar o caso.
O bebê estava sob a tutela do Estado e continua internado na UTI. Conforme a médica que acompanhou o caso, a criança jamais iria falar e andar, por causa das lesões.
O menino também estava respirando por aparelho, alimentando-se por um tubo e, provavelmente, iria precisar de "home care" para o resto da vida.