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Bebê baleado em tiroteio passa por cirurgia e deixa hospital
Os demais feridos também já receberam alta hospitalar
Após 16 dias internado, o bebê Vitor Hugo Camargo Martins, de 6 meses, baleado no tiroteio na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da Morada do Ouro, em Cuiabá, recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1º). Depois que deixou o leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital e Pronto-Socorro da Capital, ele foi levado para o Hospital Universitário Júlio Müller e submetido a uma cirurgia para retirada do projétil no dia 17 de fevereiro.
No tiroteio dentro da UPA ocorrido no feriado de Carnaval em 13 de fevereiro, além de Vitor Hugo, outras 4 pessoas foram baleadas por criminosos que invadiram a unidade de saúde para tentar resgatar o presidiário José Edmilson Bezerra Filho, 31, que alegou ter passado mal no presídio e foi levado até a UPA por agentes prisionais para receber atendimento médico.
Vitor foi atingido na mão e no tórax, sendo que, o projétil, que ficou alojado próximo à coluna, não afetou órgãos vitais. A exemplo das demais vítimas, ele esteve aos cuidados dos profissionais do Pronto-Socorro, onde realizou sutura no ferimento da mão, e, após isso, foi encaminhado para um leito de UTI devido à fragilidade da idade e para tratar de uma pneumonia, motivo pelo qual foi levado à UPA.
Os demais feridos já receberam alta hospitalar, dentre eles uma jovem de 22 anos (mãe do bebê), atingida por um tiro de raspão no braço, a enfermeira de 51 anos, atingida na perna, na altura da coxa, e o agente prisional, 33 anos, também atingido na coxa. Os três também foram prontamente atendidos no PS e não tiveram maiores complicações clínicas.
A paciente Dayana da Silva Romão, 33, considerada pela equipe médica como o caso mais grave, também foi atingida no tórax. Ela passou por uma cirurgia para drenagens e também ficou mantida na UTI para acompanhamento. Alguns dias após receber alta da UTI, foi encaminhada para o Hospital Santa Helena, onde segue internada se recuperando.
Após o incidente, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) que já estava em conversação com representantes da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh) para impedir que incidentes como estes acontecessem, reuniu-se durante a sexta-feira (16) com o secretário adjunto Emanuel Flores, demais membros da Pasta, entre eles, superintendentes e diretores das penitenciárias de Cuiabá para deliberarem ações emergenciais que garantam a segurança dos profissionais da saúde e da população, no momento em que os detentos também são direcionados para as unidades de saúde.
Dentre as medidas ela decidiu que a UPA Morada do Ouro não receberá mais presos para qualquer tipo de atendimento médico. (Com informações da assessoria)