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Barrada por detector de metais, servidora da AL é obrigada a ficar só de sutiã em banco
Fato foi registrado em agência do Banco do Brasil da capital
A servidora da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) Jesuina Moreira Neves, de 56 anos, após ser barrada consecutivas vezes pelo detector de metais, se viu obrigada a ficar só de sutiã no interior da agência do Banco do Brasil que fica localizada no bairro CPA II, em Cuiabá, nesta sexta-feira (21).
A mulher disse que estava na agência usando os caixas que ficam na primeira parte do banco e precisou ir ao interior acompanhar sua filha de 34 anos que foi recentemente operada e estava com um recém-nascido.
Quando foi passar na porta giratória, ela apitou e então teve de voltar. A mulher tirou os objetos maiores da bolsa, como perfume, e mostrou tudo que estava no interior para um dos seguranças do lugar. “Insisti e disse ao segurança que estava toda semana naquela agência, e se ele apertasse o botão eu poderia entrar. Mesmo assim continuei barrada!” desabafa.
“Perguntei pra ele o que eu teria que fazer, ele me respondeu que deveria ter algo no meu sutiã e por isso não a porta não estava girando. Em seguida eu tirei minha blusa e mostrei que não estava com nada, retornei a porta e fui barrada novamente”, afirma.
Jesuina contou que só conseguiu entrar na agência após tirar o cinto que estava na calça. Depois disso, a senhora conta que foi até o gerente do local que com tom de deboche respondeu: “Eu já passei por isso na federal, por que você não pode passar? “, ironizou o homem.
Ela contou que saiu totalmente arrasada e disse ter passando por uma situação totalmente constrangedora. Jesuina relatou que também iria registrar o fato na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher.
Outro lado
A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Banco do Brasil que até o fechamento desta matéria ainda não havia se pronunciado.