Barbudo se diz fiel a Bolsonaro, mas defende presidente de sigla
Congressista não assinou carta em apoio ao presidente após crise no partido em Brasília
Em meio a uma crise interna no PSL, o deputado federal Nelson Barbudo afirmou que se mantém fiel ao presidente Jair Bolsonaro e ao presidente da sigla Luciano Bivar.
Nesta semana, o parlamentar foi alvo de comentários que davam conta de que ele teria deixado de apoiar o presidente. Isso porque, Barbudo não assinou uma carta feita por parlamentares peesselistas em apoio a Bolsonaro.
A carta foi feita após Bivar criticar o presidente por conta de um vídeo viralizar nas redes sociais e na imprensa. Nele, Bolsonaro pede que um correligionário "esqueça" o PSL e diz que Bivar "está queimado".
“Tudo que falaram na imprensa a meu respeito, que eu abandonei Bolsonaro para escolher o Bivar, é mentira. Sou um político de primeiro mandato, mas tenho experiência suficiente para não me envolver em picuinhas que podem prejudicar o meu presidente”, disse o congressista em um vídeo divulgado nas suas redes sociais na última quinta-feira (10).
“Estou aguardando a resolução daquilo que não é uma crise. Na minha humilde opinião, o Bolsonaro não abandonará o PSL. Fiquem tranquilos”, afirmou.
“Não participo de covardia”
Barbudo disse não ter assinado a lista, pois disse entender "estar claro" seu apoio irrestrito ao presidente. No entanto, também citou fidelidade a Bivar, que para ele é um dos responsáveis pela boa performance de Bolsonaro nas urnas.
A carta foi assinada por 20 dos 53 parlamentares da bancada do PSL no Congresso.
“Eu não participo de covardia. Eu sou Bivar, sim. Porque ele é presidente do meu partido. Ele me deu legenda, deu legenda ao Bolsonaro, ao Eduardo [Bolsonaro], ao Flávio [Bolsonaro]. Enfim, Bivar foi o homem que salvou o Brasil. Bolsonaro não tinha um partido e Luciano Bivar deu a legenda”, disse.
O texto dos bolsonaristas não ataca o partido, mas cobra indiretamente ao presidente da legenda “novas práticas, com a instauração de mecanismos que garantam absoluta transparência na utilização de recursos públicos e democracia nas decisões”.
“Agora, depois de eleito, uma turma de deputados do PSL querer derrubar o Bivar? Eu não concordo. Eles assinem o que quiserem. Eu não assino lista. Muito menos vou ao Palácio para falar ao Bolsonaro: 'eu te amo, estou com você, o Bivar é um porquera'. Negativo”, completou.