Atraso nos pagamentos, superlotação e falta de medicações paralisam atendimentos no HRS
Após a suspensão do atendimento em algumas unidades médicas do Estado, o HRS está sobrecarregado
A paralisação nos hospitais públicos de Sinop e Colíder superlotou o Hospital Regional de Sorriso. O problema é que a unidade médica não tem estrutura, nem mesmo medicamentos e insumos suficientes para atender a todos. Devido também aos atrasos às empresas médicas e fornecedores e precariedade do local, os médicos do HRS decidiram hoje suspender os atendimentos e procedimentos ambulatoriais.
Além disso, a diretoria clínica do hospital sorrisense, representada por 71 médicos que compõem o corpo clínico, decidiram suspender as cirurgias eletivas e houve o fechamento dos leitos das UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) adulta e neonatal, além das enfermarias clínicas, cirúrgicas e obstétricas para novas internações.
Por conta da situação insustentável no hospital, já que o estoque dos medicamentos está quase no fim, os médicos também pedem a regulação imediata (transferência) de parte dos pacientes internados para outras unidades hospitalares do Estado.
Serão mantidos apenas os atendimentos de emergência e urgência até quando os medicamentos e insumos hospitalares existirem.
Os médicos ressaltam que a paralisação será mantida até que seja feita a quitação do débito (valor não foi informado) por parte do Governo do Estado, assim como a regularização dos problemas indicados pela direção.
Apesar do problema, a Secretaria Estadual de Saúde ainda não informou quando a dívida será quitada. O problema é que a paralisação de outros hospitais no estado aumentaram o fluxo da unidade sorrisense e, consequentemente, os gastos em geral.
Conforme a diretoria, há atraso referentes aos meses de fevereiro, março e abril para as empresas médicas e fornecedores. Eles também lamentam a proibição da contratação de novos servidores desde o período de intervenção, “o que resultou em um défice de funcionários em todos os setores, principalmente na área de enfermagem”.
Eles denunciam que é mantida a precariedade da estrutura hospitalar, que inclui a rede elétrica, central de material esterilizado, centro cirúrgico, maternidade e outros.
Um ofício sobre a decisão de paralisação parcial do atendimento foi enviado hoje à promotoria de Justiça Cível de Sorriso (Ministério Público), à presidente do Conselho Regional de Medicina, Maria de Fátima Ferreira, e à diretora-geral do Hospital Regional, Lígia Sousa Leite.
Em breve, será registrado mais um boletim de ocorrência na delegacia de Polícia Civil.
O Portal Sorriso MT entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (SES) que ficou de se posicionar sobre o caso.
Confira AQUI a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record TV).