Atoleiros na BR-163 fazem cair o preço do frete em Sorriso
As transportadoras de Sorriso estão sofrendo prejuízos com a situação
A situação precária da BR-163 entre os municípios de Trairão e Novo Progresso, no Pará, tem refletido no aumento da recusa dos motoristas que trabalham transportando soja de Mato Grosso para os portos de Miritituba, em Itaituba (PA), e de Santarém (PA).
O congestionamento no trecho chegou a pelo menos 50 quilômetros. O motorista Laércio Santos, por exemplo, passou 13 dias parado na estrada e só conseguiu sair quando o exército foi ao local e guinchou os caminhões atolados.
Ele conta que depois que a comida acabou, contou com a ajuda de motoboys que compravam alimentos e os levavam até ele e aos colegas.
Além disso, os motoristas dividiam entre eles a comida que ainda restava na cozinha do caminhão. A água também era escassa. Para tomar banho, Laércio usava água da chuva e água parada de uma represa.
Apesar dos trechos mais críticos já terem sido arrumados, Laércio diz que o risco de ficar parado continua, pois, segundo ele, se chover os atoleiros voltam.
As transportadoras de Sorriso estão sofrendo prejuízos com a situação.
O número de transportes para Miritituba (no Pará_ caiu muito. E, mesmo com a liberação da rodovia, algumas devem demorar para sair do prejuízo. Muitos motoristas já estão se recusando a transportar a soja para o Pará.
Segundo o embarcador Marcelo Henrique, devido aos atoleiros, o preço dos fretes caiu.
O transporte de uma tonelada de soja de Sinop para Miritituba custa, atualmente, R$ 200, ou seja, R$5 a menos que o praticado antes dos atoleiros. Se considerar que há caminhão com carga de até 50 toneladas, o prejuízo para o caminhoneiro gira em torno de R$250 por frete, o que é ainda mais desanimador para os motoristas.
Confira AQUI a reportagem completa no Cidade Alerta, programa da TV Sorriso (Record TV).