Após quase 4 meses, TJ revoga prisão preventiva de Arcanjo
Decisão foi tomada de forma unânime pela Segunda Câmara Criminal do Tribunal de Justiça
A 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) revogou, por unanimidade, a prisão do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, que estava detido desde o dia 29 de maio.
A prisão ocorreu durante a Operação Mantus. Na ocasião, foram presos membros dos dois grupos (Colibri de Arcanjo e FMC Ello de Coutinho) acusados de envolvimento com lavagem de dinheiro e jogo do bicho em Mato Grosso.
A revogação da prisão de Arcanjo ocorreu durante sessão da 2ª Câmara, realizada na tarde desta quarta-feira (25). O voto do desembargador relator Rui Ramos foi acompanhado pelos desembargadores Pedro Sakamoto e Marcos Machado.
Com a decisão, Arcanjo volta para a casa.
Operação Mantus
A Operação Mantus prendeu, além de Arcajo, o genro dele, Giovanni Zem - ambos acusados de chefiar a "Colibri" - e o empresário Frederico Müller Coutinho, apontado como líder da organização FMC Ello, além de outros acusados.
Os dois grupos, segundo a Polícia Civil, disputavam "acirradamente" o espaço do jogo do bicho no Estado.
Segundo o delegado Luiz Henrique Damasceno, a investigação começou em agosto de 2017, quando a Polícia Civil recebeu uma denúncia de um colaborador que não quis se identificar sobre a permanência e continuidade do jogo do bicho em Cuiabá.
No total, a operação cumpriu 63 mandados judiciais, sendo 33 de prisão preventiva e 30 de busca e apreensão domiciliar. Todos os presos foram denunciados, posteriormente, pelo Ministério Público Estadual por, entre outras coisas, integração de organização criminosa, lavagem de dinheiro, contravenção penal do jogo do bicho e extorsão mediante sequestro.