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Após confusão, Polícia volta a cumprir mandado em casa de Malouf
Ordem de busca foi expedida pelo juiz Yale Sabo Mendes, titular da 7ª Vara Cível de Cuiabá
A Polícia Civil deu continuidade nesta quarta-feira (25) ao cumprimento de um mandado de busca e apreensão na cobertura do empresário Zezo Malouf, no Edifício Arthé, no Bairro Quilombo, em Cuiabá.
A ordem - expedida pelo juiz Yale Sabo Mendes, da 7ª Vara Cível de Cuiabá - foi deferida em caráter de "urgência" e está relacionada a uma dívida contraída pelo empresário, no valor original de R$ 1,8 milhão, junto a José Gonçalo de Souza, tio do deputado estadual Eduardo Botelho (DEM).
O valor corrigido com multas e juros está em R$ 3,6 milhões. A diligência teve início na última semana, mas não foi realizada em razão de uma confusão no local.
Na ocasião, o empresário Zezo Malouf não estava no apartamento e os oficiais de Justiça Naldo Luiz da Silva e Sirley Pereira Montanha foram impedidos de entrar.
Eles, então, acionaram a Polícia Militar, que foi até o prédio. Em meio à confusão, um dos oficiais de justiça teria ameaçado prender o advogado Willian Khalil, que defende Malouf.
A dívida
Segundo informações apuradas pela reportagem, a dívida teria sido contraída para a campanha eleitoral de Guilherme Maluf (PSDB), irmão de Zezo.
Como os valores não foram pagos, José Gonçalo cobrou multa e juros, que elevaram o valor para R$ 3,6 milhões.
Ambos entraram em um acordo e Zezo teria assinado uma nota promissória no valor total e repassado ao credor 36 cheques.
Como os cheques teriam começado a voltar, sem fundos, José Gonçalo resolveu executar a dívida.