Alvo diz que operação é estratégia de delegado para denegrir PM
O tenente-coronel Marcos Paccola citou "guerra irregular" e diz que Polícia Civil usa o MPE
O tenente-coronel da PM Marcos Paccola afirmou, por meio de nota, que a Operação Coverage foi uma “estratégia” do delegado Flavio Stringuetta para denegrir a imagem da Polícia Militar.
A operação foi deflagrada na última quarta-feira (21) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado). Na ocasião, foram presos o tenente-coronel Sada Ribeiro Parreira, o sargento Berison Costa e Silva e os tenentes Cleber de Souza Ferreira e Thiago Satiro Albino.
O Gaeco acusa o grupo de ter agido para ocultar provas de que a arma do tenente Cleber de Souza Ferreira foi utilizada em três homicídios e quatro tentativas de homicídio praticados pelo grupo de extermínio denominado Mercenários.
“Tudo isso faz parte de uma estratégia do coordenador do GCCO da Polícia Judiciária Civil que está usando o Ministério Público para denegrir a imagem da PM de Mato Grosso e dos policiais militares. Tudo isso faz parte de uma ‘guerra irregular’ instalada entre as corporações que se acirrou após ocorrência do carro forte do Atacadão”, afirmou o tenente-coronel na nota.
O tenente-coronel negou qualquer vínculo com os integrantes do grupo de extermínio denominado Mercenários.
“Prometo trazer informações e provas que vão cair como verdadeiras revelações. Já passou da hora sociedade mato-grossense conhecer quem são os heróis que usam máscaras, e os mascarados que se fingem de heróis”, afirmou.
Pacolla disse ainda estar “indignado” com as prisões de tenente-coronel Parreira e do tenente Satiro, que, segundo ele, "não têm relação alguma com seus atos".
Ele afirmou ainda que na sexta-feira (23) procurou a Corregedoria da Polícia Militar, o Gaeco e a Promotoria Militar para esclarecer os fatos.
Alegou, porém, que o Gaeco não fez questão de ouvi-lo. Conforme o tenente-coronel, apenas a Corregedoria da PM fez a coleta por áudio e vídeo das declarações.