Acusada de matar o marido e o amante, mulher terá que pagar R$ 25 mil de fiança
Ela e outros 2 responderão por ocultação de cadáver e homicídio qualificado
Cléia Rosa dos Santos, 34 anos, acusada de mandar matar o marido Jandirlei Alves Bueno, 39 anos, em 2016 e de repetir a dose, mandando matar o amante Adriano Gino, 29 anos, em dezembro passado, em Sinop, teve fiança arbitrada em R$ 25 mil para ser colocada em liberdade. O valor foi imposto durante audiência de custódia.
A maquiadora não possui o dinheiro, por isso, será encaminhada para cadeia feminina de Colíder (a 650 km de Cuiabá). Este mesmo valor também foi estipulado para Adriano dos Santos, 20 anos, apontado nas investigações como um dos autores da morte de Gino. Já José Graciliano dos Santos, 30 anos, que assumiu ser o executor do crime, não terá direito à fiança.
De acordo com a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), os três irão responder por ocultação de cadáver e homicídio qualificado. Eles serão encaminhados nesta segunda (26) para o presídio Ferrugem. O delegado Ugo Reck de Mendonça terá prazo de 30 dias para concluir o inquérito ou pedir a prorrogação da prisão por mais 30 dais.
O caso
Segundo investigações, Jandirlei foi gravemente ferido com facadas em outubro de 2016. Chegou a ser socorrido com vida e internado, mas faleceu dois meses após o incidente. Cléia teria encomendado também a morte de Adriano, no ano passado, com dois guardas-noturnos, na tentativa de forjar um latrocínio e atrapalhar as investigações da polícia.
Ela teria dopado Adriano até que os guardas chegassem e o golpeassem com uma enxada. Depois, foi enterrado em um terreno afastado da cidade.