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“Neutralizamos uma ameaça à sociedade”, diz delegado sobre morte de criminoso em confronto em Sorriso
A Polícia Judiciária Civil de Sorriso realizou, nesta quarta-feira (3), uma operação que terminou na morte de Luiz Afonso da Cruz Palheta, criminoso considerado de alta periculosidade e apontado como responsável por uma série de crimes violentos registrados no município nos últimos 45 dias. O confronto ocorreu em uma residência na região da Linha Celeste, após o investigado reagir à abordagem.
Segundo o delegado Bruno França, Luiz Afonso era oriundo do Pará e já tinha histórico criminal naquele estado, onde teria praticado diversos delitos graves. Em Sorriso, era apontado como autor de pelo menos três homicídios recentes, além de roubos, sequestros, tráfico de drogas e participação ativa na liderança de uma facção criminosa.
“Esse indivíduo tinha uma vida criminosa extensa. Ele sabia que, se fosse preso, dificilmente sairia da cadeia. Por isso, ofereceu resistência à atuação policial e acabou entrando em confronto com nossa equipe”, explicou o delegado.
Durante a ação, os policiais localizaram o suspeito escondido em uma casa onde recebia abrigo. No local, foram apreendidos armas, munições, coletes balísticos, fardamentos semelhantes aos usados por forças policiais, placas falsas de veículos e rádios comunicadores todos itens que seriam utilizados em atividades criminosas. A Polícia Civil agora investiga a ligação do criminoso com pessoas que lhe davam suporte na cidade, incluindo um microempresário do ramo de segurança.
O delegado destacou o trabalho da Polícia Civil, que vem atuando de forma rápida e eficiente na elucidação de crimes em Sorriso.“Nos últimos 45 dias, ele esteve envolvido em delitos que abalaram a sensação de segurança da população. Hoje, conseguimos neutralizar essa ameaça graças à atuação técnica, estratégica e corajosa da nossa equipe. É uma resposta clara de que o crime não terá espaço em Sorriso”, afirmou França.
Mesmo com a morte do suspeito, as investigações continuam. Pelo menos dois comparsas seguem foragidos, e a análise de celulares apreendidos deve ajudar a polícia a identificar outros envolvidos.
“Esse foi um passo importante, mas não é o fim. Continuaremos trabalhando para localizar os demais criminosos e entregar justiça completa às famílias das vítimas. Nossa missão é não dar trégua ao crime organizado”, concluiu o delegado.