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EUA classificam PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
Nova classificação de Washington impõe sanções financeiras globais e asfixia econômica ao PCC e ao Comando Vermelho.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (28), que incluirá as facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) na lista oficial de Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs). A medida, que passa a valer a partir do próximo dia 5 de junho, faz parte da estratégia do governo do presidente Donald Trump para endurecer o combate ao crime organizado internacional. Com a decisão, os grupos passam a ser tratados sob rígidas sanções financeiras e jurídicas aplicadas a redes de narcoterrorismo global.
Em comunicado oficial, o governo norte-americano justificou a inclusão afirmando que o PCC e o CV estão entre as organizações criminosas mais violentas do Brasil, sendo responsáveis por ataques contra policiais, servidores públicos e civis. O chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, destacou que a atuação das duas facções se estende muito além das fronteiras brasileiras, afetando diretamente a estabilidade regional e a segurança interna dos Estados Unidos através do tráfico internacional de drogas e armas.
Operacionalmente, as facções foram enquadradas em duas categorias distintas da legislação americana: a de Organização Terrorista Estrangeira (FTO) e a de Terrorista Global Especialmente Designado (SDGT). Embora complementares, as classificações possuem diferenças jurídicas que ampliam o poder de alcance das autoridades dos EUA. A designação permite o congelamento de ativos financeiros em solo americano, proíbe cidadãos e empresas de fornecerem qualquer apoio material aos grupos e restringe a entrada de integrantes das facções no país.
O anúncio de Washington ocorreu um dia após o senador brasileiro Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se reunir com Donald Trump no Salão Oval da Casa Branca, onde pediu pessoalmente a classificação dos grupos como terroristas. O parlamentar comemorou a decisão nas redes sociais e criticou a postura do governo federal brasileiro sobre o tema. Na ocasião do encontro, o presidente americano havia sinalizado que avaliaria o pedido, que acabou sendo formalizado pela diplomacia americana logo em seguida.