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Da bancada de MT, só dois votaram contra “orçamento secreto”
Congresso aprovou novas regras; deputada do PT criticou "falta de transparência" em discurso nas redes
A bancada federal de Mato Grosso votou em peso a favor das novas regras do “orçamento secreto”, que foi colocado em pauta na noite desta segunda-feira (30) no Congresso Nacional. Apenas os deputados Rosa Neide (PT) e José Medeiros (Podemos) foram contrários à matéria.
O projeto de resolução foi aprovado com folga na Câmara Federal por 268 votos favoráveis e 31 contrários. No Senado, a votação foi apertada, e o texto passou por 34 votos a 32.
De Mato Grosso, os votos favoráveis foram dos deputados Doutor Leonardo (SD), Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (PTB), Juarez Costa (MDB) e Neri Geller (PP). Já Carlos Bezerra (MDB) e Nelson Barbudo (PSL) estavam ausentes.
Todos os três senadores de Mato Grosso - Jayme Campos (DEM), Wellington Fagundes (PL) e Carlos Fávaro (PSD) - votaram favoráveis ao texto, que vai à promulgação. Nas redes sociais, Rosa Neide afirmou que o projeto é uma "vergonha" e que é necessário dar transparência aos recursos.
"Orçamento Secreto que corrói a democracia foi aprovado, com meu voto contrário, na Câmara. Obstruímos a votação até o fim, mas a aliança do governo Bolsonaro com o Centrão foi mais forte. Sou contra essa vergonha! O povo tem o direito de saber como o seu dinheiro é usado", criticou a parlamentar.
Orçamento secreto
A mensagem que foi aprovada cria novas regras para execução das emendas de relator-geral do Orçamento, conhecidas como "orçamento secreto". O texto ainda determina um teto para as emendas no valor aproximado de R$ 16,2 bilhões e estabelece que elas sejam divulgadas na internet. Entretanto, não será necessário divulgar o nome do parlamentar que usou o recurso.
Esse último ponto foi bastante questionado pelos congressistas. É que ao contrário das emendas individuais, que seguem critérios específicos e são divididas de forma equilibrada entre todos os parlamentares, nas emendas de relator a destinação dos recursos é definida em acertos informais entre parlamentares aliados e o Governo Federal.
Veja como ficou a votação na Câmara Federal:
Favoráveis
- Doutor Leonardo (SD)
- Emanuel Pinheiro Neto, o Emanuelzinho (PTB)
- Juarez Costa (MDB)
- Neri Geller (PP)
Contrários
- Rosa Neide (PT)
- José Medeiros (Podemos)
Ausentes
- Carlos Bezerra (MDB)
- Nelson Barbudo (PSL)