Trabalhador fica em estado grave após sofrer descarga elétrica de alta tensão em Sorriso (MT)
Justiça proíbe laboratório investigado por fraudes de manter contratos públicos em MT
A Justiça determinou que a empresa Bioseg Medicina Laboratorial e seus três sócios estão proibidos de firmar novos contratos com órgãos públicos das esferas federal, estadual e municipal. A decisão também suspende os contratos já existentes. A medida foi tomada no âmbito da Operação Contraprova, deflagrada pela Polícia Civil nesta sexta-feira (15).
O biomédico I.F.G.F., responsável técnico pela empresa, foi preso durante a operação. Os outros dois sócios, W.L. e B.C.R., foram alvos de mandados de busca e apreensão.
As investigações tiveram início em abril deste ano, após denúncia feita à Vigilância Sanitária de Cuiabá de que exames estariam sendo fraudados. Na ocasião, uma das unidades da rede chegou a ser interditada e o responsável técnico preso em flagrante. De acordo com a apuração, amostras biológicas de pacientes incluindo material coletado em atendimentos de home care eram descartadas sem análise, enquanto os laudos eram emitidos com resultados falsificados.
Os laboratórios da Bioseg possuem unidades em Cuiabá, Sinop e Sorriso, realizando exames de Covid-19, toxicológicos e de doenças como sífilis, HIV e hepatites.
Segundo o delegado Rogério Ferreira, a Justiça determinou que todos os contratos públicos com a empresa sejam imediatamente suspensos. “Vamos começar a oficiar prefeituras, câmaras de vereadores e demais órgãos que mantêm vínculo com a rede. E mesmo aqueles que não forem comunicados formalmente, mas tiverem conhecimento da decisão, devem suspender os contratos e informar a Decon”, afirmou.
A decisão foi expedida pelo juiz de garantias de Cuiabá, após manifestação favorável da 24ª Promotoria de Justiça. A operação contou com apoio das delegacias de Sinop e Sorriso, além da Vigilância Sanitária de Cuiabá.
Ao final do inquérito, os investigados poderão responder por estelionato, falsificação de documento particular, peculato e associação criminosa. As penas somadas podem chegar a 25 anos de prisão, além de multa.