Empresário ligado ao setor de mineração morre em grave acidente na BR-163 entre Sorriso e Sinop
Estudo diz que Ferrogrão reduzirá custos em 30%
Trecho ligará Sinop a Miritituba (PA) e desafogará BR-163
Pesquisadores do Centro de Sensoriamento Remoto (CSR) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) apresentaram um estudo com os cenários logísticos para as culturas da soja e do milho, com base na infraestrutura existente hoje e na perspectiva de entrada em operação de ferrovias previstas no Plano Nacional de Logística 2035 (PNL).
Uma das possibilidades analisadas é a construção da ferrovia Sinop-Miritituba, conhecida como “Ferrogrão”, empreendimento que está suspenso, desde março do ano passado, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O estudo projeta uma produção de 191 milhões de toneladas de soja em 2035 (41% a mais do que a safra 2020/2021) das quais 130 milhões serão para exportação. A produção de milho, por sua vez, aumentará 47%, alcançando 126 milhões de toneladas em 2035, das quais 43 milhões irão para o mercado externo. Com base nesta perspectiva, os pesquisadores estimaram que apenas com a construção da Ferrogrão, a movimentação no porto de Santarém teria um aumento de 209%, chegando a 41 milhões de toneladas.
“Essa carga adicional é proveniente da expansão da área de atração desse porto sobre municípios que hoje enviam a produção para os portos de Santos e Manaus. Acrescentando apenas o novo trecho da Rumo, que conectaria a BR-163 à RMN (Malha Norte), o resultado é o contrário, com o porto de Santos aumentando sua área de influência e carga em 31 milhões, um aumento por sua vez de 89% em 2035”, cita o estudo. Leia a matéria completa aqui.