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Mato Grosso não deve exigir receita médica para vacinar crianças
Imunizante da Pfizer foi liberado pela Anvisa, mas Ministério resolveu realizar consulta pública
Mato Grosso é um dos estados que decidiu não exigir prescrição médica para aplicar a vacina contra a Covid-19 em crianças a partir de 5 anos. A confirmação foi feita ao MidiaNews pelo secretário de Estado de Saúde Gilberto Figueiredo, que seguirá a recomendação do Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde).
É que o presidente Jair Bolsonaro chegou a afirmar a apoiadores que – a depender dele – a vacinação em crianças só deverá ocorrer com autorização dos pais e mediante apresentação de "receita médica”.
Com a decisão, Mato Grosso integrará o rol de outros 15 estados que não exigirão receita médica. São eles: Acre, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, São Paulo e Sergipe. Os outros estados ainda não se manifestaram sobre a possível exigência.
O imunizante Pfizer foi liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em crianças entre os 5 anos e 11 anos, após aval de representantes de cinco sociedade médicas.
Em carta às crianças, divulgada no dia 24 de dezembro, o presidente do Conass, Carlos Lula, afirmou que "não será necessário nenhum documento de médico recomendando que tomem a vacina".
O ministro da Saúde Marcelo Queiroga anunciou uma consulta pública sobre a vacinação infantil contra a Covid que ocorre até o dia 2 de janeiro.
Com as críticas de bolsonaristas, Queiroga adiou a decisão sobre vacinas em crianças para 2022.
Apesar da aprovada pela Anvisa, órgão responsável pela palavra final em relação à liberação de vacinas, compete ao Ministério da Saúde a compra das vacinas pediátricas e sua inclusão no Programa Nacional de Imunização (PNI).