Secretário de Obras diz que área onde criança morreu afogada não é da Prefeitura
Geller informou que vai notificar a empresa responsável pelo loteamento
Diante da tragédia ocorrida na tarde de ontem, em Sorriso – quando o garotinho Felipe Araújo, de 8 anos, morreu ao se afogar em um buraco alagado em uma área vizinha próxima à obra do lago que está sendo construído no bairro Vila Bela –, o secretário de Obras, Milton Geller, convocou a imprensa para se pronunciar sobre o caso.
Segundo o chefe da pasta, o episódio trágico ocorreu em uma área particular, não pertencente à Prefeitura. “Lá é uma cascalheira de mais de 20 poucos anos. Quando nós idealizamos aquele lago foi através a drenagem que nós fizemos para resolver um problema do Vila Bela, onde nós enterramos tudo”, disse o secretário.
Ele declarou que, apesar de área não pertencer ao município, serão tomadas providências. “Posso garantir, com todas as letras, que não foi na obra onde nós estamos fazendo o lago que aconteceu, não foi nem na área da prefeitura que foi feito [o buraco]. Vamos tapar, mas temos que notificar, levantar de quem é aquela área, para entrar com maquinário em área de terceiros e fazer o serviço. A Defesa Civil já foi cercar aquele local”.
A Prefeitura acionou a equipe da Defesa Civil que esteve no local apurando o fato, em conjunto com o Corpo de Bombeiros e a Polícia Civil. “Só para deixar bem claro, essas contenções de água é um procedimento normal. Você faz caixas quando é um terreno com declive a caixa enche, que enche a outra, as vezes tem dois metros de profundidade, então infelizmente foi uma fatalidade de pular dentro de uma caixa daquelas”.
Apesar de não ser a dona da área, a gestão municipal “lamenta profundamente a tragédia ocorrida e está prestando toda assistência necessária à família, inclusive destinou uma equipe da Assistência Social para dar total apoio nesse momento tão difícil”.
Ainda segundo o secretário, as equipes da Prefeitura estão empenhadas em descobrir o que de fato ocorreu no local, onde a família do garotinho estava no momento do acidente, além de notificar a empresa proprietária da área que será loteada. “Estamos levantando com nosso setor jurídico, o que causou, o que levou a criança a ir naquela poça de água, o que realmente aconteceu, está toda equipe nossa envolvida nisso, estamos profundamente sentidos com esse acontecimento, mas não podemos puxar uma culpa para prefeitura que não é da prefeitura”, finalizou o secretário.