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Juiz torna 6 réus, “absolve” um e desmembra ação contra outro
Ministério Público Estadual (MPE) havia denunciado oito homens pelo crime
A Justiça acolheu parcialmente a denúncia do Ministério Público Estadual (MPE) e tornou réu seis homens, supostamente integrantes de uma facção criminosa, pela morte de quatro maranhenses em 2021 em Cuiabá.
Até hoje os corpos de Tiago Araújo, Paulo Weverton Abreu da Costa, Geraldo Rodrigues da Silva e Clemilton Barros Paixão não foram localizados.
O MPE havia denunciado oito supostos membros do CV pelo crime, mas a Justiça rejeitou a denúncia contra um e mandou desmembrar o processo contra outro.
A decisão é do juiz Wladymir Perri, da 12ª Vara Criminal de Cuiabá, e foi publicada nesta quinta-feira (22).
Tornaram-se réus Gabriel Ítalo da Silva Costa (conhecido como “Torto”), Vinícius Barboza da Silva (“Melancia”), Igor Augusto da Silva Carvalho (“Barbado”), Leondas Almeida de Jesus (“Léo Maconha”), Cleiton Ozorio Carvalho Luz (“Maneco”) e Cleison Thiago Xavier dos Santos Luz.
Eles vão responder pelos crimes de homicídios qualificados (motivo torpe, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa das vítimas), sequestro, cárcere privado, ocultação de cadáver e por integrar organização criminosa.
Na mesma decisão, o magistrado citou a periculosidade dos réus e converteu a prisão temporário de todos eles em preventiva. Gabriel Ítalo, porém, encontra-se foragido.
Em relação a denúncia contra Wanderson Barbosa da Cruz, o juiz disse que não há provas que comprovem a participação dele no crime, exceto o fato de ser irmão de Marcelo Wagner Cruz de Oliveira (“Macaco/Índio”). Por isso, determinou que ele seja solto.
Já quanto a Marcelo, o magistrado determinou o desmembramento da denúncia, a fim de que dê continuidade a investigação.
O crime
De acordo com a denúncia ajuizada pelo promotor de Justiça Vinicius Gahyva Martins, em 2 de maio de 2021, os acusados sequestraram as vítimas de dentro de um conjunto de quitinetes onde elas moravam, no Jardim Renascer.
Eles haviam vindo do Maranhão para Cuiabá em busca de emprego.
Ainda conforme a denúncia, as vítimas foram cruelmente mortas – sofreram decapitação, amputação dos dedos e uma delas foi atingida por um disparo no peito.
Outras duas foram mortas com disparos na nuca.