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Trinta garrafas de whisky são apreendidas em Itanhangá após suspeita de contaminação por metanol
Ação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar e Vigilância Sanitária ocorreu após sogra e genro darem entrada em hospital com sintomas de intoxicação; uma das vítimas está entubada.
Uma operação conjunta das forças de segurança resultou na apreensão de 30 garrafas de whisky suspeitas de pertencerem a lotes contaminados com metanol, substância tóxica usada ilegalmente na adulteração de bebidas alcoólicas. As ações de fiscalização ocorreram entre terça e quarta-feira (4 e 5), em 12 estabelecimentos comerciais do município de Itanhangá, com apoio da Polícia Civil, Polícia Militar e Vigilância Sanitária.
As investigações, conduzidas pela Delegacia de Tapurah, começaram após duas pessoas uma mulher de 47 anos e o genro dela, de 26 darem entrada no Centro Integrado de Saúde de Itanhangá com sintomas severos de intoxicação. Segundo os médicos, ambos apresentavam náuseas, vômitos intensos e dores no peito, e a mulher teve o quadro agravado, evoluindo para cegueira temporária e dificuldade respiratória, sendo necessária a intubação. Devido à gravidade, ela foi transferida para o Hospital Regional de Sorriso.
De acordo com a apuração policial, as vítimas haviam consumido uma garrafa de whisky comprada em um supermercado da cidade e começaram a passar mal logo após a ingestão. Com base nas informações, equipes da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária foram ao local, recolheram o lote suspeito e estenderam a fiscalização a outros mercados e distribuidoras da região.
Ao todo, 30 garrafas foram apreendidas, pertencentes a seis lotes diferentes de uma marca que já é alvo de investigações em outros municípios de Mato Grosso por possível contaminação com metanol. O material foi encaminhado à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que fará os exames laboratoriais para confirmar se houve adulteração.
O delegado Franklin Alves, responsável pelas investigações, afirmou que a prioridade agora é rastrear a origem das bebidas. “Estamos apurando quem são os distribuidores e fornecedores que enviaram essas garrafas para Itanhangá. Nosso objetivo é impedir que mais pessoas sejam expostas a um produto que pode causar cegueira ou até a morte”, ressaltou.
A Secretaria de Saúde de Mato Grosso já emitiu alerta para que a população não consuma bebidas de procedência duvidosa e sempre verifique rótulo, lacre e número de lote antes de comprar produtos alcoólicos.