Tribunal de Justiça nega liberdade para assassino de procuradores
O gerente José Bonfim Alves Santana, será julgado por duplo homicídio
Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) negou habeas corpus ao gerente de fazenda, José Bonfim Alves Santana, acusado de assassinar os procuradores Saint Clair Martins Souto, 68 anos, e Saint Clair Martins Souto Filho, 38 anos, pai e filho.
O HC foi julgado na tarde desta terça-feira (11) pela 1ª Câmara Criminal e o resultado foi unânime. O processo tramita em segredo de justiça a pedido do Ministério Público para preservar os familiares das vítimas.
A viúva e mãe das vítimas, Elizabeth Diniz Martins Souto, comemorou a manutenção da prisão. Ela é advogada criminalista e atua como assessora de acusação da promotoria. “Não tinha outro resultado para esse pedido, toda a família corria riscos, caso ele fosse solto”, destacou.
O gerente será julgado por duplo homicídio agravado por três qualificadoras (impossibilidade de defesa das vítimas, motivo torpe e para ocultar a prática de outros crimes). De acordo com ela, o assassino permanece preso em Água Boa, aguardando a sentença de pronúncia. “Se a defesa não ingressar com recurso em sentindo estrito, visando a reforma da decisão, haverá a sentença de pronúncia e ele deve ir a júri em maio na Comarca de Vila Rica, onde o crime ocorreu”, explicou a advogada.
Elizabeth disse que a expectativa da acusação é de que José Bonfim Alves Santana pegue pena máxima, ou seja 30 anos com acréscimo de 1/3 para cada qualificadora.
Caso
O crime ocorreu no dia 9 de setembro em 2016, em Vila Rica (a 1.248 Km de Cuiabá). O procurador aposentado do Distrito Federal, Saint Clair Martins Souto, e Saint Clair Martins Souto Filho, que era procurador do Estado do Rio de Janeiro, tinham uma propriedade em Vila Rica, sob a gerência de José Bonfim Alves Santana.
Desconfiados que estavam sendo furtados pelo funcionário, os procuradores vieram até a fazenda em Mato Grosso para averiguar a situação e desapareceram no dia 11 de setembro. A família acionou a Polícia que deu início às investigações e encontraram os corpos das vítimas próximos à sede da fazenda.
Preso dia 13 de setembro do ano passado em Colinas, no Estado do Tocantins, José Bonfim Alves Santana confessou o crime. Preso temporariamente, teve a prisão convertida em preventiva e foi indiciado por duplo homicídio com três qualificadores cada (impossibilidade de defesa das vítimas, motivo torpe e para ocultar a prática de outros crimes).