Adolescente de 14 anos é apreendido após agredir a própria mãe dentro de escola em Sorriso
"Te amarei eternamente", diz homem que esperou alta da esposa
Ela foi internada em 11 de julho no Hospital Metropolitano, mas não resistiu e acabou falecendo
O empresário Jarcedi Hahn, de 52 anos, que durante quase um mês sentou-se diariamente em frente ao Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, para esperar a alta da esposa, publicou um desabafo no Facebook após a morte dela, na última quarta-feira (4).
Cristiane Fagundes Hahn, de 42, foi internada no dia 11 de julho, precisou ser intubada e não resistiu às complicações da Covid.
No texto publicado na rede social, Jarcedi relatou a dificuldade de lembrar da esposa "em cada canto" da casa da família em Sapezal e das vezes em que chora de saudade de Cristiane.
"Em cada canto da casa a Cris está presente. Muitas vezes as lágrimas descem repentinamente, mas não são de dor, nem de tristeza, são de saudades mesmo. Uma saudade diferente, que mesmo sabendo ser eterna, não aceitamos", diz trecho da publicação.
O empresário também escreveu que, na hora de dormir, é quando sente mais falta da esposa e que, com ela, teve tudo que sonhou.
"A maior dificuldade está sendo na hora de deitar, pois sei que ela não vai vir de corpo, embora sinto ela perto e converso, pedindo direção. Com isso sempre me acalmo e durmo. Tudo o que um homem sonha, eu tive com a Cris, que é construir uma família de filhos educados e com responsabilidades", relatou.
Para Jarcedi, apesar das dificuldades que um casal pode enfrentar, no final é o amor que deve prevalecer.
"Não sou apto pra dar conselhos a ninguém, mas posso passar minha experiência com a Cris. As dificuldade só se resolvem conversando, seja mais ouvidos e menos palavras, antes de ser áspero ao falar, reflita e fale mais tarde, antes de apontar os defeitos, analise as qualidades".
Ele finaliza o texto dizendo que sempre amará Cristiane.
"A Cris cumpriu seu papel, nós ficaremos aqui até cumprir o nosso. Cris, te amarei eternamente".
No período em que a esposa ficou internada, todos os dias Jarcedi colocava duas cadeiras em frente ao hospital e tomava chimarrão, o que sempre foi um costume do casal.