Suposta pivô de execução corria risco de morrer, diz delegada
Juliana Palhares não detalhou quem fazia as ameaças a vida da vendedora Ane Lise Hovoruski
A delegada Juliana Chiquito Palhares, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá, afirmou que a vendedora Ane Lise Hovoruski, 29 anos, corria risco de ser morta caso permanecesse em liberdade.
A vendedora teve prisão temporária cumprida na última terça-feira (20), na casa dos pais em Foz do Iguaçu, no Paraná. Ela é apontada pela Polícia Civil como pivô do assassinato do personal trainer Danilo Nascimento de Souza Campos, de 28 anos, no dia 8 de novembro de 2017.
“Nós temos informações criveis de que ela corria risco de vida, razão pelo qual antecipamos sua prisão temporária”, disse a delegada em coletiva à imprensa paranaense na quinta-feira (22).
A delegada, no entanto, não detalhou quem representava ameaça à vida de Ane Lise. A reportagem ligou no telefone da delegada, mas o aparelho estava desligado.
Na quinta-feira (22), uma equipe da Delegacia de Homicídios foi a Foz do Iguaçu a fim de buscar a empresária e trazê-la a Cuiabá. A expectativa da delegada Alana Cardoso, também da DHPP, é de que até sábado (24) ela já esteja em solo mato-grossense.
De acordo com Juliana Palhares, o outro motivo para a decretação da prisão foi de que a vendedora teria mentido nos três depoimentos dados à Polícia Civil.
“Ane Lise foi ouvida em três oportunidade em Cuiabá e nas três oportunidades ela faltou com a verdade. Razão pela qual acreditamos que tenha essa participação e foi decretada a prisão temporária dela”, disse.
A expectativa é descobrir qual a real participação de Ane Lise no crime. “E aí, efetivamente, nós termos condições de saber se ela participou desse crime ou se foi coagida a participar pelo mandante - o seu ex-companheiro”, afirma a delegada.
São procurados pela Polícia o marido de Ane Lise, Guilherme Dias de Miranda, 35, principal suspeito de encomendar a morte do personal por ciúmes, e Walisson Magno de Almeida, 27, apontado como a pessoa que fez os disparos.
“[O paradeiro do mandante] ainda é ignorado, mas com certeza a Policia Civil conseguirá afetivar a prisão do mandante e do executor”, afirmou a delegada.
O crime
As investigações da Polícia Civil giram em torno de uma suposta relação extraconjugal entre a vendedora e o personal.
De acordo com a delegada, o marido de Ane Lise planejou o assassinato de Danilo por causa de ciúmes.
As análises das ligações telefônicas da vítima, da mulher, do marido e do suposto executor concluíram que Ane Lise, usando um número telefônico habilitado naquela semana, ligou para a vítima, marcando encontro no local onde ele seria executado.
O corpo do personal foi encontrado caído ao lado do carro, na Rua General Ramiro de Noronha, no Bairro Goiabeiras. Testemunhas informaram que a vítima estacionou o veículo e, ao descer, foi alvejada por tiros, efetuados pelo ocupante de uma moto, que depois fugiu em direção à Avenida Miguel Sutil.