Sorriso: sobe o número de vítimas de empresa que supostamente faz propaganda enganosa de consórcios
São mais de 30 reclamações já feitas junto ao Procon
No dia 13 do mês passado, várias pessoas fizeram um manifesto em frente à antiga sede da empresa Multimarcas Consórcios após terem sido vítimas de um golpe. As pessoas alegaram que os representantes da empresa ofertaram uma linha de crédito semelhante ao financiamento, mas que na verdade tratava-se de um consórcio.
A promessa é que após uma entrada um valor superior a R$ 100 mil seria liberado para o cliente. Porém, após o pagamento, a vítima não recebi o valor total da carta de crédito prometida e descobria que havia contratado o consórcio.
A prática, considerada abusiva, ainda continua sendo aplicada em Sorriso, segundo o diretor do Procon, Robson Moura. Ele informou que já foram recebidas mais de 30 reclamações. Desse total, sete já viraram processo administrativo, dos quais quatro já foram aplicadas sanções e multas que variam entre R$ 5 a R$ 20 mil por processo.
“A Polícia Civil também vai apurar o crime de publicidade enganosa que vitimou dezenas de consumidores, os quais, pela falta de informação, alegaram ter sido oferecido um serviço quando a verdade não tinha nada a ver com aquilo que foi proposto”.
Publicidade enganosa gera pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. No contrato da empresa Multimarcas Consórcios é específico que se trata de um consórcio e por várias vezes há o termo “consorciado” mencionado no texto do contrato. Entretanto, segundo as vítimas, essa parte do contrato não foi apresentada pelos vendedores quando o crédito foi ofertado.
Uma das vítimas acreditou adquirir um financiamento, assinou o contrato e pagou à empresa R$ 9,2 mil. Após saber que foi enganada, decidiu procurar um advogado. No contrato consta que a vítima pode desistir do consórcio, mas só poderá ter acesso ao valor aplicado no final da última parcela do consórcio, que tem opções de até 200 meses.
Além disso, a vítima não recebe o valor total, pois a empresa aplica uma multa pelo não pagamento das parcelas, que é cerca de 20% do valor total aplicado. Ou seja, esta vítima que pagou R$ 9,2 mil só poderá ser restituída no final do consórcio e poderá receber cerca de R$ 7.360,00.
Confira AQUI a reportagem exibida no Balanço Geral, programa da TV Sorriso (RecordTV).