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Sorriso: oficina voltada para homens agressores visa ‘quebrar’ ciclo de violência
65 acusados de violência doméstica e familiar são obrigados a participarem do projeto
A Oficina Terapêutica ‘Vevificare’, que integra o projeto Temperança, foi iniciada hoje no plenário do Fórum da Comarca de Sorriso. As palestras são ministradas para 65 homens acusados de violência doméstica e familiar. Os agressores são obrigados a participarem do projeto sob pena de pagamento de multa e ainda podem responder judicialmente por descumprir medida protetiva em favor das vítimas de tais agressores.
O projeto, idealizado pelo Poder Judiciário, é realizado em parceria com a rede de proteção à mulher de Sorriso, Igreja Batista Nacional e Sorriso de Maria (Igreja Católica).
O juiz da 2ª vara criminal da Comarca de Sorriso, Anderson Candiotto, frisou que a rede de proteção à mulher visa promover a valorização, o respeito e proteção da mulher. Uma das frentes de atuação está voltada para a restauração e conscientização dos agressores por meio da modalidade de terapia. “A intenção é gerar nesses homens uma reformulação do seu pensamento e da forma como ele encara essa violência domésticas para que ele possa cessar esse ciclo na vida dele”.
Hoje foi iniciado o primeiro módulo do projeto que visa quebrar o ciclo de violência contra a mulher. O réu que não participar poderá pagar multa a partir de seis salários mínimos, responder criminal por descumprir a medida protetiva e até ser preso.
O pastor José Neto da Igreja Batista Nacional destacou que a intenção é usar a religião como uma ferramenta importante no projeto. “A religião traz carga de valores e princípios que regem à família há milhares de anos. Esses princípios hoje aplicados à vida deles pode ser transformador”, destacou.
Já Hamilton Medeiros, da comunidade Sorriso de Maria da igreja Católica, frisou que a intenção é fortalecer o lado espiritual dos agressores. “Precisamos apresentar Deus para essas pessoas. Essa é uma forma mais fácil de levar Deus a essas pessoas. Quando apresentamos uma saída e medida espiritual tudo pode ser mudado”.
A psicóloga Jéssica Moura, que atende mulheres vítima de violência doméstica, também participa do projeto voltado para acusados de violência. Segundo ela, são ministrados módulos que incluem questões sociais, espirituais e psicológicas por meio de palestras com enfoque comportamental.
Após a conclusão da primeira turma, outras devem ser formadas no decorrer de 2020, segundo Candiotto.
Uma cartilha com informações sobre a Lei Maria da Penha, entregue pelo senador Wellington Fagundes, será entregue à rede de proteção às mulheres de Sorriso.