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Sorriso: Núcleo de Atendimento à Mulher atende cerca de 10 casos por dia
Vítima recebe todo o suporte de equipes diversas
No Núcleo de Atendimento à Mulher de Sorriso são recebidas histórias envolvendo personagens diferentes, mas com vítimas do mesmo gênero: mulheres que foram mutiladas, violentadas e agredidas. Na Capital do Agronegócio, os números de violência contra a mulher preocupam. Na maioria dos casos, os agressores são presos e respondem na Justiça pelos seus atos.
O núcleo é formado por investigadores e duas escrivãs, os quais desempenham um papel fundamental na captura do agressor e a formalização do inquérito policial. Pelo menos 70% dos casos são solucionados.
A equipe do Balanço Geral chegou a cobrir dois destes casos elucidados pelo núcleo, como a prisão de um marido que acabou mutilando a orelha de uma mulher no bairro Nova Aliança no dia 2 no mês de julho do ano passado. Outro caso que também repercutiu em Sorriso foi a prisão de um homem que confessou ter estuprado uma jovem que caminhava no Parque das Araras.
O trabalho do Núcleo começa quando a mulher busca atendimento. A escrivã ADHOC Karlla Mariani, que atende diariamente mulheres vítimas de violência, conta que não há um perfil de vítimas.
Segundo ela, mulheres de todas as classes sociais são vítimas de algum tipo de agressão e procuram ajuda através do núcleo. Essas mulheres recebem o atendimento especializado na delegacia e tem seus casos “abraçados” pelo núcleo. “Infelizmente, a gente tem um público cada vez maior, mas o resultado do núcleo é positivo. Temos uma sala reservada, com ambiente para acolher também os filhos das vítimas. Há a rede de proteção à mulher que envolve muitos órgãos”.