Sorriso: 130 adolescentes são retirados de baile funk regado a bebida alcoólica
O proprietário da casa noturna, que também foi conduzido pelos policiais, disse que o local havia estava alugado para terceiros
Na madrugada deste domingo (10), a Polícia Militar em conjunto com o Conselho Tutelar, retirou mais de 130 adolescentes que estavam em um baile funk promovido por uma casa noturna que fica no centro da cidade. O proprietário do estabelecimento também foi conduzido à delegacia da Polícia Judiciária Civil por vender bebida alcoólica para menores.
Segundo o tenente Cláudio da PM, a ação faz parte da operação saturação que visa fazer abordagens em estabelecimentos comerciais que vendem bebida alcoólica para menores e tirar de circulação drogas e possíveis armas de fogo.
No local, os policiais flagraram um menor de 17 anos, em frente a casa noturna, portando uma quantidade de cocaína. A PM também constatou que para entrar no estabelecimento, não era exigido documentação. Tanto que a maioria dos adolescentes sequer portava documento de identificação no momento da abordagem.
Todos os menores foram levados para a Delegacia da PJC e só saíram acompanhados pelos pais que tiveram de assinar um termo de responsabilidade e devem se apresentar na sede do Conselho Tutelar na segunda-feira (11).
O proprietário da casa noturna, que também foi conduzido pelos policiais, disse que o local havia estava alugado para terceiros.
Além da porção de cocaína que estava com o menor, a PM ainda apreendeu porções de maconha e frascos de uma substância conhecida por "Loló" entorpecente preparado clandestinamente baseado em clorofórmio e éter.
A Polícia Civil investiga o caso.
Espaço foi locado
A festa foi realizada no Oásis Club, cujo espaço foi locado pela produção do evento. Conforme o advogado Mathis Haley, por esse motivo a casa noturna não tem qualquer responsabilidade pela realização do baile funk.
"Não há nenhuma participação, parceria e nenhuma contrapartida a não ser o valor correspondente a locação do espaço. Nada que tenha ocorrido no evento é de responsabilidade do do Oásis Club. Há um contrato de locação. A empresa é séria e está há 30 anos na cidade e nunca houve nada dessa natureza”.
Perguntado se houve fiscalização para que pudesse ser evitada a entrada de menores, o advogado informou que esta responsabilidade também deveria ter ficado a cargo de quem realizou o evento e não de quem locou o espaço.
Confira AQUI a reportagem exibida no Balanço Geral, programa da TV Sorriso (RecordTV).