Suspeito investigado por quatro crimes violentos em Sorriso é capturado escondido debaixo de cama
Presidente da ALMT lamenta feminicídio em Nova Guarita e reforça combate à violência contra a mulher
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi, manifestou indignação e profundo pesar diante do feminicídio ocorrido em Nova Guarita, onde Vanusa dos Santos, de 43 anos, foi assassinada pelo companheiro, Walter Aparecido da Silva, de 46 anos, que, em seguida, tirou a própria vida.
“É com profunda tristeza que me solidarizo com os familiares e amigos de Vanusa. A violência contra a mulher é uma chaga que precisa ser combatida com rigor e urgência. Não podemos nos calar diante de crimes tão bárbaros”, declarou o parlamentar.
Vanusa era Agente Comunitária de Saúde (ACS) há 17 anos e deixa dois filhos.
O caso ocorreu na noite de sábado (22), quando o filho da vítima acionou a Polícia Militar, informando que seu padrasto havia matado sua mãe. Ao chegarem ao local, os policiais visualizaram o corpo de Vanusa caído no chão através das brechas do portão. O jovem arrombou o acesso e, ao entrarem na residência, os agentes encontraram Walter sem vida, ao lado de uma espingarda cartucheira.
A equipe médica confirmou os óbitos, e o local foi isolado para os trabalhos da Polícia Civil e da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). O crime foi registrado como homicídio doloso consumado.
O estado registrou 47 feminicídios em 2024, deixando 83 crianças órfãs. Dentre as vítimas, 41 eram mães, e 17 crianças eram filhas biológicas dos agressores.
Em 2025, já são três casos confirmados. No dia 30 de janeiro, Regiane Alves da Silva, de 29 anos, foi assassinada a facadas pelo marido, Emival Antunes Barbosa, de 47 anos, em um bar de Confresa. O crime ocorreu na frente das filhas do casal, de três e oito anos, que foram encaminhadas ao Conselho Tutelar.
O feminicídio é classificado como homicídio qualificado pela Lei n° 13.104/2015, aplicada quando o crime é cometido por violência doméstica, menosprezo ou discriminação contra a condição de mulher. A pena varia de 12 a 30 anos de prisão.
“Não nos calaremos! Seguiremos firmes na defesa dos direitos das mulheres e no combate à violência”, reforçou Max Russi, destacando a necessidade de políticas públicas eficazes para a proteção das mulheres.