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Secretários e ex-servidores prestam esclarecimentos à CPI das Liminares da Saúde
Estevam Calvo, Sérgio Kokova, Edson Santos e Saulo Chaves estiveram na Câmara
Na 5ª oitiva da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Liminares da Saúde, realizada nesta segunda-feira, prestaram depoimento o secretário de Fazenda, Sérgio Kocova, o secretário de Administração, Estevam Húngaro Calvo Filho, e os ex-servidores Edson Bispo dos Santos e Saulo Bispo Chaves.
Questionado, o ex-servidor auxiliar administrativo Edson Bispo dos Santos informou que auxiliou somente às pessoas que estiveram pessoalmente na Secretaria de Saúde. Disse que Marilei Oldoni Dias, ex-servidora da Secretaria de Saúde, que era lotada no departamento jurídico da pasta, tinha acesso aos processos e que somente ela tinha acesso à senha do computador.
Sobre Samantha Nicia Rosa Chocair, suspeita de participação no desvio milionário de R$ 3 milhões, e que está presa, Edson Santos disse que a conheceu por meio de Marilei. "O mais prejudicando fui eu com o nome sujo rodado, e isso nos deixa constrangido. Mas até hoje recebo elogio das pessoas. A gente atendia uma média de 500 pessoas por mês, mas, infelizmente, veio tudo por água abaixo".
O marido de Marilei, Saulo Bispo Chaves, era assistente jurídico. Ele voltou a negar que tenha tentado adentrar a sala de apoio jurídico da Secretaria de Saúde. " Só precisava dos meus documentos carteira de trabalho, reservista, título de eleitor".
Saulo Chaves disse que Marilei era sua coordenadora do setor e que só a conheceu após ser contratado. Negou que tivesse conhecimento sobre os pagamentos supostamente ilícitos e mencionou que conhecia a Samantha, mas não as empresas dela. Durante os questionamentos, ele informou que no período da noite trabalhava como guarda municipal da Prefeitura via cooperativa, e que ainda não foi ouvido pelo Ministério Público.
Na comissão, foi comunicado que outro ex-servidor do departamento jurídico, Luiz augusto, era ex-cunhado de Marilei. Já o secretário de Fazenda, Sérgio Kokoca, informou que as imagens de câmeras de segurança estão preservadas e explicou os trâmites sobre os processos judiciais.
"Temos tranquilidade de afirmar que a nossa Secretaria não cometeu equivoco de modo fraudulento. Gostaria de deixar registrado que tenho convicção que a Secretária de Fazenda não errou nesse processo".
Já o secretário de Administração Estevam Húngaro Calvo Filho disse que no período em que esteve não houve ordem judicial para ser cumprida. "Os documentos que chegaram a minha mãe é de que a Marilene fazia o ofício ao secretário de saúde e já ia toda a documentação. Era esse o trâmite".