Segurança na fronteira preocupa e Estados criam sistema integrado
O objetivo é o enfrentamento ao tráfico de drogas, crimes ambientais e conflitos agrários, além do contrabando de armas para o Brasil.
Os Estados que compõem a Amazônia Legal decidiram criar um sistema de segurança integrado para combater os crimes na fronteira. O objetivo é o enfrentamento ao tráfico de drogas, crimes ambientais e conflitos agrários, além do contrabando de armas para o Brasil.
"A partir de uma análise criminal nós teremos condições de realizar ações integradas. É uma integração entre os sistemas de segurança pública e todos Estados da Amazônia Legal. Estamos focados nas atividades de inteligência, no combate ao tráfico de drogas, de armas, homicídios e roubos. É um trabalho conjunto em todo estado da Amazônia Legal para melhorar a vida das pessoas que vivem nesta região”, explicou o secretário de Segurança Pública, Rogers Jarbas.
A medida vai funcionar a partir da criação de agências de inteligência, em que trabalharão profissionais atuantes na segurança da área de fronteira. Conforme Jarbas, as agências se comunicarão através do sistema integrado.
“Com o setor de inteligência podemos fazer ações em conjunto. É uma integração entre os sistemas de segurança pública e todos Estados da Amazônia Legal”, comentou o secretário.
O governador Pedro Taques (PSDB) cobrou a necessidade de participação do Governo Federal no combate ao narcotráfico, principalmente na região de fronteira, reforçando a importância do compartilhamento de informações com os órgãos estaduais de segurança pública.
“Nós estamos preocupados com a segurança nas fronteiras, que é uma responsabilidade da União, mas os Estados não podem ficar ‘deitados’ esperando vir medidas do Governo Federal, por isso vamos cobrar”, disse.
Mato Grosso possui 750 km de fronteira com a Bolívia e o governador disse que dentro das iniciativas pode ser trazido para o Estado, o Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras) composto por oficiais do Exército, Marinha e Aeronáutica, para criar um sistema de monitoramento mais eficaz.
“As Secretarias de Segurança já estão pensando em uma alternativa, quem sabe trazer pra cá o Sisfron. É um avanço nas estratégias que estavam em debate e agora precisamos concretizar”, concluiu Taques.
As decisões foram tomadas durante o Fórum dos Governadores da Amazônia Legal.