Mulher fica ferida após cair de bicicleta elétrica em avenida de Sorriso
Secretaria de Sorriso explica que não há como escolher qual vacina tomar
As vacinas são diferentes, mas todas são consideradas seguras e eficazes
Foi chamado para imunização? Atente-se para um recadinho: no momento da imunização contra a Covid-19 não há como escolher a marca do imunizante que será aplicado no seu braço. Não é possível, nem recomendável. Pelo contrário, o recomendável é imunizar assim que você tiver oportunidade.
A enfermeira Tayna Vacaro, coordenadora de Vigilância em Saúde, conta que a equipe tem vivido situações “inimagináveis” nos últimos dias. “Nossa equipe realiza o agendamento, a pessoa comparece e na Unidade não quer AstraZeneca porque ouviu alguém falar que vai dar coágulo (não houve nenhum registro em Sorriso); outros não querem Coronovac porque fazem uma ligação direta a questões políticas”, relata. “E há ainda quem diz que faz o teste da moeda, dizendo que dias após ter sido imunizado a moeda gruda no braço porque tem chip, imã”, destaca.
Para Tayna e a equipe, essas são situações “impensáveis”. A coordenadora destaca que ao confirmar a vacinação e deixar de comparecer ou declinar do imunizante na hora da vacinação, a população acaba prejudicando o avanço do serviço. “Cada frasco de imunizante vem com multidoses, quando aberto todas precisam ser usadas para não haver perdas; por isso, é essencial que quem confirmou compareça e receba o imunizante. Nosso sonho é imunizar toda a população acima de 18 anos, mas estamos recebendo poucas doses e não podemos perder nenhuma”, frisa.
Tayna reforça que é urgente acelerar e ampliar a cobertura do número de imunizados; não há vacinas para escolhas – como estamos habituados a fazer com nossas roupas, por exemplo; e é essencial criar imunidade individual. “A ciência está nos alertando de que só com a ampliação da imunidade individual teremos a chamada “imunidade ampla ou de rebanho”. A imunização também contribui para diminuir a circulação do vírus e de suas variantes”, explica.
Outra questão, apresentada pelo secretário Luís Fábio Marchioro, é a necessidade de vacinar idosos. “Hoje temos quatro idosos internados com Covid-19 e nenhum deles foi imunizado. Precisamos ter clareza de que os riscos da imunização são menores do que a falta dela”, diz. “Então se você é parente de algum idoso que ainda não foi imunizado, converse com ele, busque informações acerca do assunto, converse com profissionais da saúde da sua confiança e leve seus familiares para a imunização”, destaca.
E você que foi chamado para receber a picadinha da esperança hoje, lembre-se: não dá para escolher; mas independente do laboratório do imunizante, a vacinação é um ato de amor e cuidado por você e por todos aqueles que ama.