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MP investiga suposta destruição ilegal de correspondências nos Correios
A apuração teve início após denúncia do Sindicato dos Funcionários da Empresa de Telégrafos
Ministério Público do Trabalho de Mato Grosso (MPT) instaurou inquérito civil para apurar supostas fraudes nos Correios. A apuração teve início após denúncia do Sindicato dos Funcionários da Empresa de Telégrafos.
Conforme apurado pela reportagem, o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de Mato Grosso (Sintect) levantou informações desde 2019 sobre irregularidades na empresa, tendo apresentado notícia-crime ao MPT em março deste ano.
Segundo o advogado jurídico do sindicato, Alexandre Aragão, a diretoria da empresa determinava que os funcionários inserissem informações falsas no sistema e destruíssem correspondências.
Ao portal, o advogado lembrou que não é realizado concursos para a instituição há anos, o que fez com que o número de funcionários caísse gerando um déficit de trabalhadores.
Neste cenário, sem conseguir cobrir todas as demandas vinculadas ao órgão, a diretoria estaria ordenando aos trabalhadores que destruíssem correspondências simples, a exemplo de cartões e faturas.
A intenção seria eliminar o trabalho excedente, lançando no sistema que as correspondências seriam "refugo". Outra estratégia supostamente determinada pela direção seria a manipulação irregular de dados.
Nesta modalidade, os funcionários eram obrigados a lançar que entregas que não puderam ser realizadas teriam retornado à unidade por conta de irregularidades no logradouro da população.
Após a denúncia, o procurador do Trabalho Állysson Feitosa Torquato determinou que fosse instaurada apuração das informações.