Roubo diminui 34% em relação a 2016 em Mato Grosso
Número de assaltos é 28% menor do que o ano passado
Pelo menos para as estatísticas, o número de roubos e furtos no comércio de Cuiabá, diminuiu no último semestre. De acordo com os dados divulgados ontem pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), o total de registros de roubos na Capital reduziu em 34%.
Conforme o balanço, de janeiro a julho deste ano, a Polícia Militar registrou 378 casos. Já no ano passado, no mesmo período, os casos em empresas chegaram a 576.
Já com relação ao total de furtos, foram 1.197 em (2016) contra 1.106 em (2017).
Em Várzea Grande, região metropolitana, também seguiu a mesma tendência. Nos registros de boletins de ocorrência de roubo a comércios foram 242, em 2016 e 160 em 2017. Os números chegaram aos 33% de redução. Agora, se comparado os dados de furto do ano passado com este ano, subiu para 3%, sendo que em 2016 foram 381 casos de furto ao comércio e em 2017 395.
Para a delegada titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (DERF), Luciani Barros Pereira Lima, a mudança representativa em um dos quadros da violência que assola a sociedade, se deve com relação ao trabalho integrado da Polícia Civil e Militar junto com o efetivo de rondas em locais considerados críticos.
“A análise criminal também é uma ferramenta que tem nos ajudado muito para a gestão da segurança pública. No entanto, as rondas dos policiais também representam certa ‘timidez’ para a ação dos criminosos”, falou Luciani.
Segundo a delegada, entre os pontos considerados mais críticos de Cuiabá são: o bairro Morada da Serra e a região central, já que neste local específico já é considerado um problema social.
“Muitos dos furtos que aconteciam e acontecem na região central são cometidos pelos usuários de drogas que também são moradores de rua da região. Então, eles acabam cometendo pequenos furtos apenas para vender ou fazer a base de troca para manter o vício”, avaliou.
Apesar das câmeras de segurança ser uma das alternativas para impedir os crimes de furtos e roubos em comércios de modo geral, a delegada explicou que esta não é uma das formas apreensivas dos bandidos. O único ponto que favorece neste sentido é no trabalho de identificação da polícia.
“As câmeras nunca inibiram os bandidos principalmente aqueles que são viciados que não agem por si e sim sob o efeito da droga. Eles estão simplesmente preocupados em buscar algo que seja fácil o roubo ou pegar até mesmo sem o dono perceber. Já no caso dos comércios, a maioria desses crimes é cometida na calada da noite”, afirmou.
Uma das orientações da delegada para os comerciantes seria reforçar a segurança do estabelecimento comercial para dificultar a entrada dos criminosos. Já para clientes em compras, a alternativa seria não facilitar com o uso de celular na mão, além disso, carteiras e bolsas devem estar sempre fechadas e com a posição do zíper colocada para frente e as mãos em cima.
“Essas orientações são fundamentais, pois quem é preso por furto sem presença de violência ou grave ameaça acaba infelizmente ficando apenas três meses na prisão. No entanto, às vezes nem chega a isso porque na audiência de custódia fica ainda mais fácil nesses casos para a atuação da defesa”, finalizou.
Estado
Já os roubos de modo geral, em Mato Grosso, de janeiro a setembro deste ano, foi 28% menor comparado ao ano anterior. Conforme a Coordenadoria de Estatísticas e Análise Criminal (Ceac) da Sesp, nos nove meses de 2016 foram contabilizados 21.797 casos de assalto, ao contrário deste ano com 15.756.
Em relação ao número de presos, foram de janeiro a agosto de 2017 (16.255). No entanto, apenas a Polícia Civil cumpriu 4.346 mandados de prisão em aberto, totalizando 20.601 prisões. No mesmo período do ano passado 18.529 pessoas foram detidas.