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Quadrilha tenta resgatar avião que foi apreendido com 250 kg de cocaína
Aeronave estava apreendida desde junho após ser interceptada pela FAB
Uma quadrilha invadiu o aeroporto de Cáceres, a 220 km de Cuiabá, e tentou resgatar um avião que estava apreendido no local.
De acordo com a Polícia Federal, a aeronave foi apreendida no mês de junho, quando duas pessoas foram presas com 250 kg de cocaína.
Naquela ocasião, a aeronave, que transportava cocaína da Bolívia foi interceptada por pilotos da Força Aérea Brasileira (FAB) na região da Serra Tapirapuã, próximo a Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá.
Os policiais federais já investigavam o grupo e descobriram que a organização criminosa envolvida naquela situação tentaria resgatar o avião no aeroporto de Cáceres.
Para frustrar o plano, os policiais alteraram a parte mecânica do avião para que os suspeitos não conseguissem levantar voo.
“Eles conseguiram levar a aeronave até a cabeceira da pista do aeroporto, mas ela não teve potência para voar”, explicou um policial ao G1.
Quando perceberam que não conseguiriam levar a aeronave, os suspeitos desistiram. O vigilante do aeroporto disse à PF que não viu nenhuma movimentação estranha. O local não conta com câmeras de segurança.
“Acreditamos que cinco pessoas participaram dessa tentativa de resgate. Antes de fugir, eles quebraram o sistema de abastecimento do aeroporto e furtaram combustível”, completou o policial.
A aeronave foi novamente apreendida e passa por perícia feita pela Polícia Federal de Cáceres.
“Acreditamos que seja a mesma organização criminosa retornando para resgatar o avião”, finalizou o policial.
O grupo fugiu com o combustível e não foi encontrado pelos agentes federais.
O caso
A aeronave que transportava cocaína proveniente da Bolívia foi interceptada pela FAB no dia 9 de junho.
O piloto, identificado como Harysohn Pedrosa Pina, de 46 anos, fez um pouso forçado em uma área rural de Salto do Céu, a 383 km de Cuiabá.
Segundo o Gefron, o co-piloto, Aldo Sanchez Sandoval, é membro do exército boliviano.
À polícia, Aldo alegou que receberia 5 mil dólares para ajudar a entregar a carga, que tinha como destino o município de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá.
Os dois continuam presos na Cadeia Pública de Cáceres.