Trabalhador fica em estado grave após sofrer descarga elétrica de alta tensão em Sorriso (MT)
"A meta é clara: tirar Sorriso de qualquer ranking de violência", diz Acácio Ambrosini
Sorriso (MT) vive uma nova realidade na área da segurança pública. O município, que em 2023 chegou a ocupar a 4ª posição entre as cidades mais violentas do país, caiu para o 13º lugar, conforme o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP). A mudança é resultado direto de um conjunto de ações integradas entre o município, o Estado e as forças policiais, que vêm ampliando a prevenção, repressão qualificada e proteção às vítimas.
Os dados do Anuário se referem ao ano de 2024, quando ainda eram frequentes os conflitos entre facções criminosas. No entanto, os números mais recentes mostram uma queda expressiva nos homicídios: enquanto os seis primeiros meses de 2024 registraram 42 assassinatos, no mesmo período de 2025 esse número despencou para 10 uma redução de mais de 76%.
“Os dados do Anuário ainda refletem um cenário do passado. Hoje, Sorriso vive outro momento. Temos uma queda acentuada nos homicídios e avanços consistentes na elucidação de crimes”, destaca o tenente-coronel Jorge Almeida, comandante do 12º Batalhão da PM e secretário-executivo do GGI (Gabinete de Gestão Integrada). Ele afirma que a atuação articulada das forças de segurança tem sido essencial para essa virada.
Para o prefeito interino Acácio Ambrosini, o bom desempenho é resultado da presença ostensiva das forças policiais, da tecnologia implantada e, sobretudo, da confiança da população em denunciar. “Esses dados refletem uma mudança de comportamento. A população acredita que será ouvida e protegida. Por isso, denuncia mais e colabora com as investigações”, afirma.
Em 2023, dos 81 homicídios registrados, 73 envolviam pessoas com passagens pela polícia. Desses, 58 eram ligados a conflitos entre facções. Já em 2025, o número de confrontos caiu drasticamente. “Essa redução mostra que a resposta do Estado foi rápida e efetiva, tanto na repressão quanto na prevenção”, pontua Almeida.
Outro ponto crucial no avanço da segurança pública em Sorriso é a atuação da Rede Unificada de Proteção às Mulheres, Crianças, Adolescentes e Idosos, criada em 2022. O espaço conta com escuta especializada, acolhimento psicológico e acompanhamento das vítimas. A delegada Laísa Crisóstomo é a responsável pelo Núcleo da Mulher na Polícia Judiciária Civil.
“A violência doméstica, por vezes silenciosa, precisa de uma resposta acolhedora e ágil. Temos hoje um sistema preparado para agir com prontidão e proteger essas vítimas”, ressalta Ana Paula Carvalho, gestora adjunta da Secretaria da Mulher e da Família.
A Patrulha Maria da Penha também é um importante braço desse trabalho, acompanhando mulheres com medidas protetivas e garantindo o cumprimento das decisões judiciais com visitas periódicas e apoio contínuo.
Na área da vigilância, o município conta com mais de 550 câmeras em funcionamento, somando os equipamentos do programa estadual Vigia Mais MT, os adquiridos pela Prefeitura e aqueles de empresas parceiras. O sistema é gerenciado pelo Centro de Controle Operacional (CCO), o que permite respostas mais rápidas a ocorrências e maior índice de resolução de crimes.
A segunda etapa do Vigia Mais prevê a instalação de mais 297 câmeras e 45 pontos de vigilância comunitária, com câmeras de reconhecimento facial em áreas de grande circulação como bares, empresas e restaurantes. “Vamos fechar o cerco externo do município, o que trará mais agilidade na investigação e prevenção de crimes”, explica o secretário-adjunto de Segurança, Gilvano de Ávila.
Apesar da melhora nos números, o objetivo da gestão é ainda mais ambicioso: zerar os indicadores negativos. “Estamos caminhando com firmeza para que Sorriso deixe definitivamente qualquer ranking de violência. A cidade é feita por pessoas que acreditam no bem, e nosso compromisso é com a segurança de todos”, finaliza o prefeito interino, Acácio Ambrosini.