Homem é preso com quase R$ 2,3 milhões em ouro escondido no corpo durante abordagem da PRF em MT
Venezuela liberta 13 presos em meio a pressão por democracia
A crise política que tomou conta da Venezuela desde as polêmicas eleições de 2024 ganhou um novo capítulo neste domingo (24). Treze pessoas presas após os protestos contra a reeleição de Nicolás Maduro foram libertadas, trazendo alívio para suas famílias, mas também muitas perguntas sobre o futuro.
As manifestações que explodiram logo após o anúncio da vitória de Maduro deixaram um saldo trágico: 28 mortos, mais de 200 feridos e cerca de 2 mil detidos. Entre os que saíram da prisão agora estão figuras conhecidas, como o ex-deputado Américo de Grazia e o pré-candidato presidencial Pedro Guanipa. A libertação deles foi comemorada por familiares nas redes sociais.
O Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos descreveu o momento como um reencontro cheio de emoção, mas fez um alerta: ainda há centenas de pessoas atrás das grades, incluindo adolescentes, mulheres, sindicalistas e até pessoas com sérios problemas de saúde. Segundo a entidade, cerca de mil pessoas seguem presas por motivos políticos, enquanto a organização Foro Penal fala em 815 detidos.
Do lado oficial, o governo não comentou as solturas e continua negando a existência de presos políticos, alegando que todos os detidos estariam ligados a planos para desestabilizar o país.
Enquanto isso, famílias seguem vivendo a angústia da espera. Um dos exemplos é o de Juan Pablo Guanipa, irmão de Pedro e Tomás Guanipa e aliado da opositora María Corina Machado, que segue preso desde maio.
O episódio mostra que, mesmo com algumas portas se abrindo, a crise venezuelana continua longe de uma solução.