Programa ‘Sorriso Aprendiz Legal’ encaminha menores para o mercado de trabalho
Projeto capacita jovens de 14 a 17 anos
A Élen, Vinícius, Vanessa e o Vinícius Novaes, que residem em Sorriso, têm muito em comum. Além de trabalharem no mesmo supermercado, eles possuem a mesma idade, 15 anos, e fazem parte do programa Menor Aprendiz.
O programa permite que empresas possam contratar adolescentes, com idades entre 14 e 17 anos, para que ocupem uma função profissional. Vinícius Novaes, por exemplo, iniciou, há duas semanas, no setor de frutas, e é o responsável pela organização dos produtos e também auxilia na pesagem.
“De manhã eu estudo e à tarde, na segunda e terça, eu tenho aula online, onde eu aprendo como trabalhar na empresa, regras etc. Eu sinto orgulho em poder trabalhar, pois, desde criança, eu via meus pais trabalhando, e no final do mês eu ganhava presente. Então, eu gosto bastante de me presentear com meu próprio trabalho”, disse o adolescente.
Vinícius pretende cumprir o contrato de 1 ano e, se possível, renová-lo. Após alcançar a maioridade, almeja um emprego e terá a experiência na bagagem para iniciar a carreira profissional. Charles Weis é o gerente do supermercado que já emprega menores aprendizes há mais de 12 anos. A ideia deu tão certo, que parte dos colaboradores efetivados começou por meio do programa. “Todo o ano a gente acaba efetivando vários. Tem muita gente que começou conosco no Menor Aprendiz e já tem 10, 11 anos de casa”.
Mas há uma outra semelhança entre os quatros adolescentes: todos receberam uma capacitação através da Assistência Social, pelo programa chamado “Sorriso Aprendiz Legal”. A Secretaria oferece aulas e palestras para que os adolescentes se qualifiquem para o momento da seleção das empresas.
Neste ano, as vagas foram preenchidas e cerca de 120 adolescentes, que vivem em situação de vulnerabilidade, receberão diversas orientações para que consigam o primeiro emprego.
“O objetivo é fazer com que adolescentes do projeto Sorriso Aprendiz Legal tenham condições de concorrer em igualdade com adolescentes de todo o município que chegam nas empresas para participarem de uma entrevista para o mercado de trabalho. No CRAS eles têm oficinas, simulações de entrevistas, aprendem a construir o seu currículo, e trabalhamos temáticas como postura, higiene, ética, e tudo aquilo que a gente entende que é necessário para que ele chegue até uma empresa e se sinta capaz de participar de uma entrevista de emprego com segurança”, explicou a supervisora de Proteção Básica, Carla Cardoso.
O menor aprendiz pode cumprir jornadas de até seis horas no trabalho, dependendo da idade e da série escolar que esteja cursando. Além disso, possui todos os direitos trabalhistas previstos em lei, e podem ser contratados por contratos limitados a dois anos.