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Primeiro jornalista indígena de Mato Grosso morre por Covid-19
Vítor Aurape foi servidor da Funai e atuou no Museu Marechal Rondon da UFMT
O primeiro jornalista indígena de Mato Grosso, Vítor Aurape Peruare, morreu vítima de complicações da Covid-19. Vítor Aurape era um importante membro da Aldeia Pakuera, terra indígena do povo Kurâ-Bakairi, em Paranatinga.
Em sua trajetória, ele conquistou o título de mestre em Sustentabilidade pela Universidade de Brasília (UNB). Foi servidor da Funai e atuou no Museu Marechal Rondon da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).
Sua atuação ativa na luta em favor dos direitos indígenas, contribuiu para a criação da Federação dos Povos e Organizações Indígenas do Mato Grosso (FEPOIMT).
A assessora da instituição, Eliane Xunakalo, também membro da comunidade Bakairi, comentou sobre a importância de Aurape para povos indígenas de Mato Grosso.
“Desde que eu me entendo por gente, ele sempre esteve no movimento indígena, sempre colaborou participando das lutas e atuações. Era uma pessoa muito pacificadora e alegre. Tinha posições firmes quando era necessário. Esse é um legado que ele deixa, um legado de luta”, disse Eliane.
Em nota, o Fepoimt lamentou o falecimento. “Nossas imensas condolências aos familiares e ao povo Bakairi”, disse em trecho da publicação.
A página Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT) também se pronunciou sobre o falecimento. “Mais um ancião que ancestralizou em decorrência da política de extermínio programado que está em curso no Brasil".