Preso em Sinop homem suspeito de matar filha de 2 meses ‘por causa de choro’
O investigado não possuía passagens criminais e deu entrada recentemente em uma clínica de recuperação
A Polícia Judiciária Civil prendeu na manhã desta sexta-feira (26) um homem de 27 anos acusado de matar a filha, uma bebê de 2 meses, em janeiro do ano passado, na cidade de Várzea Grande.
A prisão foi realizada pela Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), com apoio da Delegacia de Sinop.
O fato aconteceu no dia 23 de janeiro de 2017. A vítima deu entrada no Pronto Socorro de Várzea Grande, inconsciente e acompanhada dos pais.
Informações preliminares dos pais eram que ela havia sido asfixiada acidentalmente quando os três dormiam juntos em uma mesma cama. Num primeiro momento, a mãe afirmou ter verificado que o pai dormia por cima da criança, impossibilitando sua respiração.
Devido à gravidade do quadro, o bebê foi transferido para o Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá mas não resistiu, vindo à óbito logo em seguida.
Após o fato, os pais da criança não mais foram vistos em Cuiabá. De acordo com o delegado Frederico Murta da DHPP, no decorrer das investigações surgiram fortes indícios de o fato inicialmente tratado como acidente poderia ser, na realidade, homicídio.
“Provas testemunhais e periciais apontam que a bebê teria sido gravemente agredida por seu genitor, e a causa de sua morte seria hemorragia cerebral”.
Após meses de diligências, o suspeito foi localizado na cidade de Sinop. A Polícia Civil representou pela prisão temporária do suspeito, que foi devidamente expedida pela 1ª Vara Criminal de Várzea Grande.
O investigado não possuía passagens criminais e deu entrada recentemente em uma clínica de recuperação para dependentes químicos, mas fugiu do local.
O suspeito confessou o crime, alegou que estava sob efeito de drogas e se irritou porque a filha chorava muito. Ele será interrogado ainda nesta sexta-feira (26), no município de Sinop, e encaminhado ao presídio local (Ferrugem).
A mãe da criança saiu do Estado, com medo de ameaças e agressões do ex-companheiro.