Pesquisa da Percent Brasil mostra Acacio Ambrosini entre os nomes lembrados para deputado federal
Preso de MT liderava grupo que aplicou R$ 2 milhões em golpes
Marcelo Pedroso Barreto Júnior comandava o esquema de dentro da Penitenciária Geral do Estado
Uma operação deflagrada pela Polícia Civil do Piauí aponta o presidiário Marcelo Pedroso Barreto Júnior, 30 anos, de Cuiabá, como líder de um esquema que arrecadou ao menos R$ 2 milhões em 50 dias.
O esquema, que fez vítimas em várias partes do Brasil, lesava pessoas que tentavam adquirir carros anunciados em sites de compra e venda.
De acordo com o delegado Matheus Zanatta, responsável pela Operação Call Center, Marcelo comandava o esquema por meio de um telefone celular de dentro da cela em que está, na Penitenciária Geral do Estado, em Cuiabá.
“Na verdade, havia um call center do crime dentro da penitenciária. E ele [Marcelo] coordenava todos os golpes. Quando os golpes se consumavam, ele pedia para os comparsas indicarem as contas na cidade de Cascavel, no Paraná”, disse o delegado ao MidiaNews.
A operação foi deflagrada no dia 5 de julho com o indiciamento de 21 pessoas suspeitas de integrar a organização criminosa. O inquérito policial foi encaminhado para a Justiça do Piauí na última sexta-feira (13).
O delegado aponta que ao menos R$ 2 milhões foram desviados em 50 dias de atuação do grupo.
“Por que nós falamos de R$ 2 milhões em 50 dias? Porque a investigação começou dia 3 de maio, quando uma vítima do Piauí caiu nesse golpe, e foi a partir daí que começamos a investigação”, afirma. Segundo ele, pode ter havido mais vítimas no período anterior a 3 de maio.
Nas investigações foram apontados que os crimes aconteciam em pelo menos 10 Estados, entretanto nenhum deles ocorreu em Mato Grosso.
O delegado acredita que o montante obtido por Marcelo e aliados tenha sido maior. Segundo ele, durante as investigações foram verificadas outras movimentações bancárias relacionadas ao acusado.
“O Marcelo comandava outros núcleos de movimentações bancárias em outros Estados. Nós focamos a princípio só o que ocorreu no Paraná, em Cascavel. Ele vem fazendo isso faz tempo. Se a gente for buscar o que aconteceu para trás, esse valor pode aumentar”, disse.
O acusado tem antecedente relacionados a tráfico de drogas, roubo e homicídio. Em 2012, foi condenado pelo assassinato de um adolescente, em um bar no bairro São Matheus, em Cuiabá. O crime teria sido motivado por um acerto de contas entre gangues rivais. Saiba mais.