Prefeito é preso pela PF suspeito de receber propina de empresária
Agnaldo Rodrigues de Carvalho foi preso logo depois de receber dinheiro de uma empresária que presta serviços
O prefeito de Rondolândia, a 1.600 km de Cuiabá, Agnaldo Rodrigues de Carvalho (PP), foi preso no sábado (27) pela Polícia Federal, suspeito de recebimento de propina de uma empresária que presta serviços ao município. Ele foi levado para uma unidade prisional, em Ji-Paraná (RO).
O advogado do prefeito, Lucélio Lacerda Soares, afirmou que o dinheiro recebido por Agnaldo não é proveniente de propina e sim de uma dívida que o primo dele tinha a receber. A defesa alega que o flagrante foi montado pela empresária. "Ela estava contrariada com o resultado de uma licitação, na qual ela perdeu alguns trechos do transporte escolar. Ela acionou a PF e montaram um flagrante para ele", alegou.
Em fevereiro deste ano, Agnaldo foi afastado do cargo por determinação judicial por suspeita de pagar mensalinho a um grupo de vereadores do município em troca de apoio político. Ele confessou que pagava, desde 2017, uma espécie de “mensalinho” a um grupo de vereadores em troca de apoio político.
Cerca de duas semanas depois, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou a volta dele ao cargo.
Segundo a defesa, Agnaldo estava no sítio dele, em Rondolândia, no sábado, quando recebeu uma ligação da mulher dele dizendo que a empresária havia o procurado para entregar documentos a ele.
"Ela tinha uma dívida com o primo do Agnaldo, de R$ 12 mil. Ele já tinha pago uma parte. Esse primo precisava de dinheiro e pediu para o Agnaldo o dinheiro e depois ele receberia dela. Essa dívida era de R$ 7 mil, argumentou.
O prefeito retornou para a cidade. Chegando foi até a prefeitura, conforme o advogado, para assinar documentos. "Depois, a mulher ligou para ele e perguntou onde ele estava. E ele disse que estava na prefeitura. Ela passou lá e entregou o dinheiro. E, quando saiu, foi preso, sob alegação de que estava pedindo dinheiro para pagar o dinheiro do contrato em dia, mas isso não é verdade. A prefeitura paga tudo em dia", argumentou.
Agnaldo foi levado para Ji-Paraná, onde fica a unidade da PF mais próxima.
Essa suposta propina recebida pelo prefeito seria referente a um convênio que o município tem com a União. Por isso, o caso é investigado pela PF.
O prefeito deve passar por audiência de custódia. Se permanecer preso, a defesa disse que vai protocolar recurso na Justiça Federal.