Policiais brasileiros trocam tiros com suspeitos de assalto a empresa de valores
PFs se depararam com um grupo de 12 pessoas na região de Itaipulândia, às margens do Lago de Itaipu
Policiais federais trocaram tiros no começo da tarde desta segunda-feira (24) com suspeitos de terem assaltado uma transportadora de valores em Ciudad del Este, no Paraguai. O confronto teve início por volta das 12h na área rural de Itaipulândia, às margens do Lago de Itaipu, no oeste do Paraná. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, há ao menos um morto e um ferido.
De acordo com a Polícia Federal, uma equipe que estava de patrulha pela região se deparou com um grupo de cerca de 12 suspeitos que atirou e fugiu. Policiais militares e civis da região também foram acionados para reforçar a segurança no local. Helicópteros também estão sendo usados na ação.
Por volta das 14h, houve outra troca de tiros, desta vez em São Miguel do Iguaçu.
Conforme o delegado Francisco Sampaio, os suspeitos abandonaram um fuzil, munição, um colete a prova de balas e explosivos em um veículo roubado na região. Às margens da estrada foi deixada uma mochila com mais explosivos.
Um automóvel com marcas de sangue foi abandonado na mesma região.
A PF acredita que o grupo que entrou em confronto com os policiais faz parte da quadrilha de assaltantes que invadiu a sede da Proseguir e fugiu levando cerca de US$ 40 milhões, o equivalente a R$ 120 milhões. Mais tarde a própria polícia informou que os valores ainda estão sendo contabilizados.
Eles teriam seguido até Hernandarias, vizinha a Ciudad del Este, e cruzaram a fronteira para o Brasil de barco pelo reservatório de Itaipu.
Assalto
Na ação, que teve início por volta da meia-noite e meia, horário paraguaio - 1h30, no horário de Brasília -, um policial que fazia segurança em frente à empresa foi morto. Por conta da troca de tiros outras quatro pessoas ficaram feridas. Os cerca de 50 assaltantes estavam armados com fuzis, metralhadoras e granadas.
Em entrevista à radio ABC Cardinal, o ministro do Interior Lorenzo Lezcano afirmou que os assaltantes eram brasileiros. Segundo ele, a maioria dos carros usada no assalto tinha placa do Brasil, e uma vítima relatou que ouviu os criminosos falando em português.
Lezcano disse ainda que as autoridades paraguaias tinham a informação de que um assalto poderia ocorrer no país, mas não sabiam “a hora, o lugar, nem o objetivo”. No início do mês, ladrões levaram cerca de R$ 600 mil de um carro-forte assaltado em Hernandarias.
Conforme o jornal “ABC Color”, este é possivelmente o maior assalto da história do país. Vídeos divulgados pelo jornal mostram fumaça após explosões e carros incendiados na cidade. Clique aqui para assistir.
Na fuga, o grupo abandonou cinco caminhonetes blindadas, todas com placas de SP. Representantes da Prosegur disseram que por enquanto não devem se pronunciar sobre o assalto.