Mulher fica ferida após cair de bicicleta elétrica em avenida de Sorriso
Poderes dão sinal positivo para uso do Fethab na saúde
Presidente da AL, Eduardo Botelho, afirma que impacto será de R$ 30 milhões por ano
O caos na Saúde poderá sensibilizar representantes dos poderes a abrir mão da parte que lhes cabe no Fundo Estadual da Transporte e Habitação (Fethab). O remanejamento de recursos dos valores pagos pelo setor produtivo para a quitação das dívidas com hospitais regionais e para a regularização dos repasses da Saúde para os municípios é uma das possibilidades levantadas pelo Executivo, que pretende colocar em prática um plano emergencial para amenizar os problemas do setor.
Presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o conselheiro Antônio Joaquim, afirma que não será o órgão quem irá se opor a proposta, desde que ela se restrinja aos 17,5% do Fethab Combustíveis, parcela que é direcionada aos poderes e órgãos da administração direta. “Se for esta a proposta, vejo isso como possível. O que não pode ocorrer é qualquer tipo de atraso ou confisco do duodécimo, uma vez que temos um planejamento, estamos no limite. Isso é impossível de acontecer”.
Joaquim ressalta que, até o momento, só tem conhecimento da possibilidade por meio das notícias veiculadas na imprensa e que ainda não foi sondado sobre a ideia que está em construção ou convidado a participar de qualquer discussão.
Em valores nominais, os 17,5% representam, conforme o presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Eduardo Botelho (PSB), cerca de R$ 30 milhões, redução que seria comportada pelos poderes. “O Legislativo vai abrir mão destes recursos, com certeza. Isso faz parte do duodécimo, mas é preciso que haja bom senso de todos e a compreensão de que passamos por uma grave crise. O problema é de Mato Grosso, deriva da crise econômica, e por isso é problema de todos nós”.
Conforme o secretário de Estado de Saúde, Luiz Soares, que assumiu a pasta há cerca de 60 dias, há um passivo de R$ 162 milhões relativos aos repasses aos hospitais regionais. De acordo com o governador Pedro Taques (PSDB), a meta é zerar esse passivo até a primeira quinzena de junho. Já a dívida com os municípios, relativo aos exercícios anteriores, é de R$ 33 milhões, que também serão equacionados na proposta a ser apresentada pelo Governo.