PM pode acabar com festas clandestinas mesmo sem autorização, explica comandante
Policiais podem 'invadir' propriedades privadas para que sejam cumpridos decretos vigentes
Mesmo com o isolamento social e com decretos, em vigor, que impedem o funcionamento festas e eventos para evitar aglomeração, algumas pessoas ainda insistem em fazer confraternizações em casa, fazendas e outros espaços, colocando a saúde delas e de outras pessoas em risco.
O tenente-coronel Jorge Almeida, comandante da Polícia Militar de Sorriso, explica que a corporação sempre pede autorização para entrar nos ambientes em que ocorrem festas, embora tal permissão não seja necessária. Isso porque os militares podem legalmente 'invadir' tais espaços para acabar com a aglomeração, apreender som, dentre outras medidas cabíveis.
"Quando há crime em flagrante, a Polícia Militar pode adentrar para cessar o crime. Geralmente, o principal crime cometido com festa é o som alto. Neste caso, é feita aferição do som com decibelímetro e a PM pede autorização ao proprietário da residência. Como ocorre um crime, a polícia pode agir, mas aqui nos orientamos os policiais para primeiramente bater palma, convidar o proprietário a sair da residência para ser conduzido e explicar o crime cometido", explicou Almeida.
Segundo o comandante, a PM flagrou, neste fim de semana, uma festa em uma fazenda de Sorriso, na qual uma pessoa, que não quis assinar o documento de multa, foi conduzida à delegacia.
Também foram registradas mais duas ocorrências de perturbação do sossego público e crime ambiental.
Confira AQUI a reportagem completa no Balanço Geral, programa da TV Sorriso.