PF faz operação contra crimes ambientais em Sinop
Os mandados também estão sendo cumpridos em Cuiabá, Itaúba, Santa Carmem e Nova Monte Verde
Quatro policiais federais adentraram em uma residência na rua Papoulas, no Jardim Paraíso II, em Sinop, nesta manhã, para cumprimento de mandado de buscas. Uma fonte informou que a casa pertence a um engenheiro florestal.
Para cumprir o mandado, os policiais chegaram antes do horário e tocaram a campanhia insistentemente até que o proprietário atendesse e permaneceram por alguns minutos. Na casa foram encontrado alguns veiculos de luxo.
Segundo informações, a operação é refente a crimes ambientais e acontecem em Sinop, Cuiabá, Itaúba, Santa Carmem e Nova Monte Verde. Não foi informado se houve prisão.
O Ibama e policiais federiais estiveram em uma madereira localizada no Setor Industrial no municipio de Santa Carmem.
Detalhes da Operação
A Polícia Federal, em conjunto com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagrou hoje (3/10) a Operação Floresta Virtual, com o objetivo de reprimir a atuação de empresários do setor madeireiro e engenheiros florestais que estão fraudando os sistemas de controle e movimentação de produtos florestais SISFLORA/MT, SISFLORA/PA e Sistema-DOF.
Estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em 20 endereços situados nos municípios de Cuiabá, Itaúba, Nova Monte Verde, Santa Carmem e Sinop, todos em Mato Grosso.
A investigação aponta o “esquentamento” de produtos florestais extraídos ilegalmente de áreas especialmente protegidas, como áreas de preservação permanente, unidades de conservação e terras indígenas.
A PF identificou que diversas madeireiras fantasmas ou com baixo potencial produtivo foram constituídas pelos investigados em nome de “laranjas”, visando unicamente a geração e movimentação virtual fraudulenta de créditos de produtos florestais.
Os créditos eram posteriormente transferidos para empresas situadas em regiões com grande potencial madeireiro, visando legalizar produtos florestais extraídos ilegalmente, enganando os órgãos de fiscalização e inserindo os produtos com aparência de legalidade no mercado consumidor.
A partir do monitoramento sistemático dos sistemas de controle florestal foi identificado que os investigados causaram prejuízos ambientais estimados em mais de R$ 1 bilhão.
Os investigados responderão por diversos crimes contra a flora, furto e receptação de madeira, lavagem de capitais e falsidade ideológica.