PF faz buscas no Ministério do Turismo em ação contra lavagem de dinheiro
Operação é desdobramento de outra, que prendeu em junho ex-ministro da pasta Henrique Eduardo Alves
A Polícia Federal faz buscas no Ministério do Turismo em Brasília nesta quinta-feira (26). Os mandados no ministério fazem parte da Operação Lavat, destinada a desarticular uma organização criminosa investigada em uma outra operação anterior, a Manus. Ela prendeu em junho deste ano o ex-ministro do Turismo e ex-deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB).
Segundo testemunhas, policiais federais chegaram à sede da pasta por volta das 7h, mas só subiram no prédio 15 minutos depois. Eles entraram pela portaria privativa, que dá acesso aos gabinetes do ministro e de secretários. Até a última atualização desta reportagem, os policiais continuavam no local.
Segundo a PF, a organização criminosa continuou praticando crimes de lavagem de dinheiro. Ao todo, são cumpridos 27 mandados: 22 de busca e apreensão, 3 de prisão temporária e 2 de condução coercitiva. A maior parte ocorre no Rio Grande do Norte.
De acordo com a corporação, durante a análise do material apreendido na Operação Manus foram identificadas "fortes evidências quanto à atuação de outras pessoas pertencentes a organização criminosa", que continuou lavando dinheiro e ocultando valores para o chefe do grupo.
Foi identificado também esquema criminoso que fraudava licitações em diversos municípios do RN visando a obter contratos públicos, que somados alcançam cerca de R$ 5,5 milhões, para alimentar a campanha ao governo estadual em 2014.
O nome da operação ainda é referência ao provérbio latino “Manus Manum Fricat, Et Manus Manus Lavat”, cujo significado é: uma mão esfrega a outra; uma mão lava a outra.