PF e FAB interceptam avião com droga na divisa de MS e MT
Aeronave continha meia tonelada de cocaína e foi apreendida no Parque Nacional do Pantanal Mato-grossense
A Polícia Federal de Mato Grosso auxiliou nas investigações que culminaram na interceptação de uma aeronave com 500 quilos de cocaína. O avião foi interceptado pela Força Aérea Brasileira (FAB) no norte de Corumbá, na divisa de Mato Grosso do Sul com Mato Grosso.
Três aeronaves A-29 e um avião-radar E-99 saíram do Ciopaer de Mato Grosso para a interceptação do bimotor, que decolou da Bolívia.
As aeronaves da FAB chegaram a dar dois tiros contra o bimotor, que fez pouso forçado em um lago localizado na área do Parque Nacional do Pantanal.
A Polícia Federal então fez a apreensão da carga ilegal da aeronave. A FAB também participou da ação com o envio de um helicóptero H-60 Black Hawk e de militares especializados em busca e salvamento.
A ação faz parte da Operação Ostium, deflagada para coibir ilícitos transfronteiriços, na qual atuam em conjunto com a Força Aérea Brasileira, a Polícia Federal e órgãos de segurança pública.
A interceptação aconteceu na quarta-feira (25), mas somente nesta sexta é que as autoridades deram mais detalhes.
Entenda o caso
Três aeronaves da FAB foram empregados para monitorar e interceptar o avião. O piloto de defesa aérea interrogou o piloto do bimotor, mas não obteve resposta. Nesse momento, a aeronave foi classificada como suspeita.
Na sequência, o piloto da FAB ordenou a mudança de rota e o pouso obrigatório em Cuiabá (MT), porém o piloto do avião interceptado não obedeceu.
Foi necessário que a defesa aérea comandasse o tiro de aviso, informando que o avião interceptado pousasse no aeródromo mais próximo. Ainda sem retorno, foi disparado o tiro de detenção.
As medidas de controle do espaço aéreo realizadas estão previstas no Decreto 5.144, de 16 de julho de 2004.
“Ao tentar se evadir e após se negar a responder a todas as chamadas do A-29 da Defesa Aérea, inclusive o tiro de aviso, a aeronave foi alvejada, o que forçou um pouso de emergência”, explica o chefe do Estado-Maior Conjunto do Comando de Operações Aeroespaciais, major-brigadeiro do ar, Ricardo Cesar Mangrich.
De acordo com ele, a ação representa o cumprimento pleno da missão da FAB na garantia da soberania do espaço aéreo brasileiro.
“A aeronave em questão não tinha plano de voo, estava com uma matrícula falsa e foi interceptada em decorrência da Operação Ostium, operação permanente e que conta com a participação da Polícia Federal, de diversos órgãos de inteligência e de segurança pública”, afirmou.
Todas as ações da FAB na fronteira também seguem o que é previsto no decreto 8.903, de 16 de novembro de 2016, que instituiu o Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF) e prevê a atuação integrada e coordenada dos órgãos de segurança pública, dos órgãos de inteligência, da Secretaria da Receita Federal do Brasil do Ministério da Fazenda e do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas contra ilícitos transfronteiriços.