Para Secretaria, facções perdem força em Mato Grosso
No Estado, existem duas facções criminosas em atividade: o PCC e o Comando Vermelho (CV)
O crime organizado vem perdendo força em Mato Grosso. A avaliação é do secretário de Estado de Segurança Pública (Sesp), Rogers Jarbas, ao fazer um retrospecto das últimas operações e prisões realizadas em diferentes localidades do Estado. Segundo ele, somente na região de fronteira foram feitas 91 detenções nos últimos dias. Muitos dos encaminhados pela polícia, são integrantes de facção.
No Estado, existem duas facções criminosas em atividade, sendo elas, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Mesmo constantemente monitoradas nos presídios do Estado, essas organizações têm orquestrado e ordenado crimes, pois contam com seus “soldados” na execução dos delitos, que os reforçam financeiramente os grupos e mantêm cada vez mais fortes o crime organizado dentro e fora das unidades prisionais, como Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá.
Investigações apontam que o CV é a facção mais organizada de todos os grupos criminosos e uma das mais atuante no Estado, responsável, inclusive, pelos ataques ocorridos em junho do ano passado. O PCC tem menor atuação, mas com “modus-operandi” semelhante ao do CV.
Para reprimi-las, conforme Jarbas, o Estado possui um dos serviços de inteligência dos mais avançados do Brasil. Porém, segundo ele, a Sesp não divulga as ações relacionadas aos faccionados. “Mas, numa retrospectiva quanto ações qualificadas ocorreram no Estado nos últimos dias. Só na Faixa de fronteira foram 91 prisões. Só na fronteira, muitos faccionados foram presos”, destacou.
Outra ação, conforme ele, foi realizada em setembro passado em 22 municípios da região de fronteira, com foco no combate aos crimes, em especial, de roubos e furtos. Para isso, foi traçado um planejamento estratégico que inclui ações de bloqueio, blitz, cumprimento de mandados e fiscalizações em estabelecimentos comerciais.
O secretário cita ainda uma operação da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Várzea Grande, que resultou na prisão de mais de 20 presos. “Todos fazem parte de faccionados. É o crime organizado perdendo a sua força com ação do sistema de segurança pública”, reforçou pontuando que a Polícia Militar (PM) também tem, diuturnamente, efetuado a detenção de criminosos ligados a facções e ao tráfico de drogas, além da apreensão de armas.
“Recentemente, houve a apreensão de seis pistolas israelenses por parte da Polícia Militar. Então, todo o sistema de segurança tem agido. A PJC com repressão qualificação, a PM com uma prevenção muito bem executada e trabalhada com análise criminal, o Corpo de Bombeiros dando suporte, o Detran com a operação Lei Seca e a Politec dando resguardo com os exames periciais”, finalizou.