Operação contra falsificação de atestados carcerários para receber auxílio do INSS é deflagrada em MT
Concessão de auxílio-reclusão em agência do INSS de Rosário Oeste é 12 vezes maior que a média nacional, segundo a PF. São cumpridos um mandado de prisão e 8 de busca e apreensão.
A Polícia Federal realiza nesta terça-feira (22) uma operação para desarticular uma quadrilha que fraudava atestados carcerários para receber auxílio-reclusão do Instituto Nacional da Previdência Social (INSS). As fraudes ocorriam na Agência da Previdência Social (APS) de Rosário Oeste, a 133 km de Cuiabá, onde, segundo a PF, não possui unidade prisional e tem o número de concessões de auxílio-reclusão 12 vezes maior que a média nacional.
Em uma força-tarefa, que conta com o apoio da Secretaria de Previdência do Ministério da Fazenda, são cumpridos um mandado de prisão preventiva e oito mandados de busca e apreensão em Cuiabá, Várzea Grande, região metropolitana da capital, e Rosário Oeste. Os mandados foram expedidos pela Justiça Federal de Diamantino, a 209 km de Cuiabá.
O mandado de prisão deve ser cumprido em Rosário Oeste.
Conforme a PF, os crimes começaram a ser investigados no ano passado, com base em uma denúncia recebida pela Ouvidoria da Previdência Social sobre um esquema de concessão fraudulenta de auxílio-reclusão a partir da agência do INSS de Rosário Oeste.
A maioria das fraudes ampliava o período de prisão dos supostos segurados.
A estimativa é de que o prejuízo causado aos cofres públicos pelo pagamento dos benefícios ilegais atinja R$ 1 milhão, podendo chegar a um montante maior.
A investigação identificou ainda que desde 2014 o principal envolvido concedeu outros benefícios e se confirmadas as irregularidades, as fraudes podem ter gerado um prejuízo superior a R$ 9 milhões em valores atrasados pagos, de acordo com a PF.
Cerca de 50 policiais federais e servidores do INSS participam dessa operação, batizada de Rosário, em alusão ao nome do município onde ocorreram as fraudes.