Mulher que sofreu graves queimaduras em acidente doméstico morre após quase três semanas internada
Namorada do 'Dr. Bumbum' nega ter participado da cirurgia de cuiabana
Renata Fernandes, de 20 anos, fez um curso de técnico de enfermagem, mas não concluiu
Renata Fernandes, 20, namorada do médico Denis Cesar Barros Furtado, 45, o “Doutor Bumbum”, responsável pelo procedimento estético que resultou na morte da bancária cuiabana, Lilian Quezia Calixto de Lima Jamberci, 46, foi presa no apartamento do médico no Rio de Janeiro, local onde a paciente foi submetida ao procedimento no último fim de semana.
À Polícia Civil e para a imprensa do Rio de Janeiro, Renata negou ter participado do procedimento e afirmou que não tem formação profissional na área da saúde. Atestou que atuava apenas como secretária de Denis. A versão dela não convence a delegada do caso, Adriana Belém. Reportagem exibida pelo programa Cidade Alerta da Record TV, traz a versão de Renata e também da delegada.
Conforme Belém, a acusada Renata fez um curso de técnico de enfermagem em São Paulo, mas não concluiu. Ela é suspeita de ter participado da intervenção que resultou na morte da bancária. Renata nega. “Não sou da área da saúde, eu era apenas secretária, não tenho formação acadêmica de técnico de enfermagem. Inclusive, o que eu exercia no consultório do Denis era secretariado. Eu secretariava ele, eu atendida telefone, marcava agenda. Eu não auxiliava em nenhum procedimento”, alega a jovem.
Ainda de acordo com Renata, após a complicação que surgiu após o procedimento e Lilian foi levada ao hospital, Denis ligou para o marido dela, versão que a delegada contesta. “Quando o Denis ligou quem atendeu foi o senhor Willian que é marido da senhora Elisângela, a qual também já fez procedimento com a gente”, ressalta a namorada do médico.
A reportagem destaca ainda o caso de uma mulher que chegou a registrar boletim de ocorrência na delegacia da Barra da Tijuca contra o “Doutor Bumbum”. Ela relatou que pagou R$ 17 mil dos R$ 20 mil que eram cobrados por Denis para realização do procedimento de aumento dos glúteos.
No valor cobrado, já estavam inclusas as passagens aéreas do médico e da assistente dele que alegavam morar em Brasília. Acontece que na data marcada ele forneceu um endereço que seria de uma clínica, também na Barra da Tijuca e quando a paciente chegou no local, não encontrou a clínica. Na mesma hora recebeu a ligação da assistente do médico informando que o procedimento seria realizado num apartamento que ele mantém na cidade. Na mesma hora ela pediu o dinheiro de volta e procurou a Polícia.
Fátima Barros, 66, mãe de Denis também é médica, mas teve o registro cassado. Ela e Denis são considerados foragidos da Justiça. Rosilaine Pereira da Silva, 24, técnica de enfermagem também está sendo investigada por participação no procedimento. A delegada responsável pelo caso na 16ª Delegacia da Barra da Tijuca, informou que indiciou os 4 pelos crimes de homicídio qualificado e formação de quadrilha.